Motoristas de aplicativos se reuniram na manhã desta quarta-feira (13), nos altos da Avenida Afonso Pena, acompanhados da esposa de Rafael Baron, Karine Pereira Baron, 25 anos, para cobrar celeridade da justiça pela morte de Rafael.
Rafael foi assassinado enquanto fazia uma corrida no ano passado, por Igor César de Oliveira, 22 anos, que alegou que o condutor teria dado em cima de sua esposa. Os profissionais destacam que completou um ano da morte do motorista e seguravam uma faixa de apoio da UMA (União dos Motoristas de Aplicativo).
“A UMA (União dos Motoristas de Aplicativo – CG) solidariza e lamenta a morte do Rafael Baron. Cobramos do poder Judiciário celeridade do processo para que o caso não caia no esquecimento”, dizia a faixa.
A esposa de Rafael, Karine, estava acompanhada do filho do casal e chorou ao ouvir o apoio dos profissionais.
O crime
Rafael foi morto a tiros na madrugada do dia 13 de maio de 2019, na rua Cláudio Coutinho, no Jardim Campo Nobre, bem próximo à entrada de um condomínio.
Conforme a Polícia Civil, Baron fez uma corrida do Upa Leblon até o residencial para o casal. Durante o trajeto, o motorista, por cortesia, questionou o que aconteceu com a passageira - já que ela estava com uma tipoia no braço. Ela respondeu que teria sofrido um acidente de moto.
Rafael teria feito outras duas perguntas sobre o estado de saúde da passageira, algo que irritou profundamente o suspeito. Assim que chegaram ao local, a esposa de Igor ficou no carro para pagar a corrida, enquanto o marido correu até a residência dos dois, pegou um revólver calibre 38 e atirou na vítima.
A vítima, que estava em um Gol, levou tiros no braço e no pescoço e ainda tentou fugir, mas bateu em outros veículos e morreu no local.








