Sentar em cima do próprio rabo. Pois é, o macaco esconde seu próprio rabo porque imagina que, assim, poderá comentar sobre o dos outros. Mas existe outro provérbio que diz: ”... o macaco tantas faz, que um dia esquece o próprio rabo”. Ou seja, os “espertos” tanto aprontam que, um dia, acabam esquecendo da própria esperteza e deixam o rabo à mostra.
Preparem-se. Vai começar o Big Brother dos Inocentes que invadirá suas casas via sinal aberto de TV; faltam apenas dez dias - tempo mais do que necessário para que as equipes de marqueteiros possam ajustar as caras e bocas dos candidatos.
Esta semana foi pródiga em acontecimentos.
Nelsinho continua batendo em cima da tecla de que se diferencia do atual governador (do mesmo partido), mas que, como boa parte dos históricos peemedebistas, não o apoiam – afirma que irá exercer uma forma de governo democrática. Assim, reforça o senso comum de que Puccinelli é apenas um ditador de província e, resvala nos fatos que lhes são imputados, de permitir que toda a sorte de descaminhos ocorra sob seus olhares.
Delcídio do Amaral tem o “caso Petrobras” junto à sua imagem e, quando mais tenta se desvencilhar, mais os adversários lhe colam acusações a ferro e fogo. Não se espera, portanto, que o candidato consiga utilizar seu tempo de TV para apresentar programas, a menos que consiga na justiça, direito de resposta.
Azambuja, não se sabe como, terminou por ter seu nome vinculado ao escândalo Banco Santos. Outro que perderá minutos de sua apresentação de projetos de governo.
Escândalo
Escândalo é escândalo, campanha é campanha.
O estranho nas campanhas políticas é que os adversários tentam empregar defeitos e acusações (não que algumas não tenham seu fundo de verdade) aos adversários, deixando de lado seus predicados e valores. Estranho ainda mais que políticos não tenham criado a percepção de que os eleitores reconhecem os ataques, e não necessariamente pertencem ao universo que grassa na política de que o 'povo sempre será um objeto a ser manipulado', sem aprender nada, nunca.
Não é pelos R$ 20. A única compreensão do manifesto nacional foi o de querer beneficiar-se como se, o fato de serem oposição aos mais diversos governos - nacional, estadual e municipais – os tivessem isentados do universo da antiga política que eles mesmos representam.
Não é pelos R$ 20; é pelos senhores.
Que não se pretenda a inocência de acreditar que, no mundo corporativo, no amplo terreno político, eles possam ter se comportado como anjos, seres celestiais que, pela força de suas luzes, consigam vencer o mal, e que tudo, de repente, acabe numa obra hollywoodiana de final feliz. Não, guerras são guerras e são os homens que as criam. Que tenhamos os melhores guerreiros.
O que pedimos, até para que os senhores não sejam vencidos moralmente pelas abstenções e votos nulos e em branco, é que respeitem as nossas inteligências... Pelo menos, antes de se apossarem do trono do poder, porque não conseguem entender que são e serão apenas “Servidores”.
E que venha o show de horrores.
Algum circo está armado. Aqueles que juntam e 'invernam' a grande massa, prometem:
“A candidatura Dilma e a candidatura Eduardo e Marina são candidaturas alternativas de um mesmo projeto: o neodesenvolvimentismo, cujos parâmetros estão bloqueados e não resolveram os problemas estruturais. A candidatura do Aécio seria o fim do mundo, a volta do modelo neoliberal” (...) “As eleições também não representam mudanças estruturais na política institucional. Ganhe quem ganhe, continuará tudo igual. Só espero que não ganhe o Aécio, porque aí seria uma guerra”
Palavras de João Pedro Stédile (MST)
Seria apenas triste e risível, se não representasse uma ameaça.
Senhores, até o momento e por tudo o que os senhores têm representado... "Não Nos Representam". Acordem! Ofereçam-nos propostas e respeitem a dignidade do eleitor.







