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Política

29/07/2014 07:00

A estratégia de atacar tudo e todos deixa eleitor indeciso

Governador

Dois dos atuais candidatos ao governo eram tidos, desde há muito, como concorrentes certos e dividiam simpatias e antipatias entre o eleitorado. Delcídio do Amaral (PT) era a oposição; Nelsinho Trad (PMDB) a situação. Tudo preto no branco. Nenhum dos eleitores supunha outra candidatura que viesse a alterar esse quadro, ainda que contasse que surgiriam outros candidatos de menor expressão.

O PMDB apostava na força da administração Puccinelli para contrapor o nome desgastado de Nelsinho, envolvido em uma série de acusações e processos judiciais, cuja indicação rachou o partido e não conquistou partidos aliados de peso. Negociou com o que pode, arregimentou quem pode seduzir. Foi muito pouco.

Não bastasse, ainda que a atual administração tenha boa aceitação popular, a sociedade  vive seu momento de “basta” desde os movimentos de junho de 2013. A frase mais emblemática, além da “não é pelos 20 centavos”, é: “queremos mudanças”.

O PT, além da sua fiel militância, contava com a força do nome de Delcídio, que estrategicamente traçou e cumpriu um projeto desde a eleição de 2010, para conquistar o governo. Delcídio tem seu nome vinculado ao partido onde isso lhe interessa, mas consegue se desvincular da sigla onde isso lhe convém.

Dentro dessa estratégia montou uma forte aliança com o deputado federal Reinaldo Azambuja, formando uma dobradinha Governo/Senado que tendia a ser imbatível. No entanto, um acidente de percurso, envolvendo a máquina federal de poder, desfez o sonho e a quase certeza de vitória inconteste.

Sem Delcídio, Reinaldo foi à luta para garantir força ao seu partido, impedir que desaparecesse na poeira dos que seguem a caravana. Sem a dupla Delcídio/Reinaldo, André Puccinelli não viu necessidade de lutar em busca de alguma dignidade ao PMDB.

Convenções e alianças

A partir desse cenário, formaram-se as alianças que premiaram o PT com uma gama de partidos  de segundo e terceiro escalões. O PSDB apesar do atraso na mobilização causado pela ruptura inesperada, não ficou órfão, mostrando a força conquistada pelo candidato Azambuja nas eleições municipais, quando concorreu ao cargo de Prefeito, e montou um bom palanque. O PMDB rachado pela imposição da candidatura Nelsinho, apostou tudo num partido que tem em mãos a prefeitura da maior cidade do estado, depois da capital, e foi buscar entre seus filiados alguém com grande aceitação entre os evangélicos, segmento que nenhum candidato tem podido desprezar, e no sobrenome de sua candidata ao Senado.

Campanha

Chegou, enfim, o momento de descobrir quem tem mais garrafa para vender. Chegou o momento de desconstruir imagens e candidaturas antes mesmo de solidificar qualquer uma delas.

E a força tarefa dos candidatos lançou-se ao ataque, com insinuações, ataques abertos, desmerecimentos. Apostam no “sou menos ruim que os outros”. Ninguém se justifica.

Delcídio se vê amarrado no caso Petrobrás, mas parece que isso não tem colado em sua imagem, até porque é uma briga federal sem definição. Então provocam o sentimento bairrista e tentam lhe imputar uma falta de identidade com o Mato Grosso do Sul, mesmo sendo ele Senador pelo estado e um dos que mais beneficiou as diversas regiões com verbas federais.

O candidato tucano sofre com a imagem de pecuarista, como se o trabalho no campo, a grande força econômica de nosso estado, fosse um pecado mortal. Mas, enfim, existe uma corrente que ainda aposta numa guerra fratricida entre classes para que o Brasil alcance uma sonhada e utópica república socialista pura. Até o grave conflito entre produtores e indígenas vem sendo usado desgastar a imagem e os projetos de Reinaldo Azambuja.

Nelsinho Trad tem contra si, além de todos os problemas judiciais e o racha dentro de seu próprio partido, sua imagem vinculada aos acontecimentos  na Capital que culminaram com a cassação do prefeito eleito Alcides Bernal (PP) e a posse de Gilmar Olarte (PP) que montou sua secretaria com ex-secretários do governo Nelsinho ou com pessoas indicadas, em sua maioria, pelos políticos peemedebistas. A imagem de “Golpe”, ainda que não corresponda à realidade, está formada na cabeça do eleitor.

Os outros candidatos são figurantes. Atiram para todos os lados para negociar um apoio – menor ou maior – no segundo turno, divulgar suas ideologias e conquistar cargos de segundo e terceiro escalão que lhes permita a proximidade com o poder.

O que era

Tudo o que era certeza, com os ataques diretos e o achincalhamento pelas redes sociais, transformou-se numa imensa dúvida.  A falta de transparência que anda abraçada com o trabalho executivo ou legislativo, faz com que qualquer ataque, qualquer denúncia, se transforme numa dúvida razoável.

Alguns serão convencidos da culpa ou inocência, pela postura dos candidatos que, distantes da população até para uma campanha com sustentação, deverão se agarrar a marqueteiros que vendam candidatos inocentes. E para isso será fundamental a exposição em TV e Radio (ainda uma grande força nos municípios do interior). Outros seriam convencidos pelos debates entre os candidatos, mas por culpa de alguns que preferem evitar essa exposição, e de outros que não abrem mão de comparecer mesmo sem nada a acrescentar devido ao tamanho de suas candidaturas, esvaziam o interesse do público.

Hoje, a grande vencedora é a indefinição.

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