Isonomia eleitoral é uma forma subreptícia de apresentar um engodo político e usurpar o empresariado e a população. Se, em tese, a sonhada “igualdade” deveria permitir que os concorrentes a cargos políticos possam contar com as mesmas oportunidade, ressalvadas as situações previstas em lei, a exemplo da quantidade do horário da propaganda partidária, em que os maiores partidos detêm mais espaço na mídia, atendendo ao interesse de se fortalecer os partidos, o que determina por conferir maior estabilidade aos governos, por quais motivos alguns candidatos podem contar com o escopo de milhares de reais para suas campanhas?
Não estamos contabilizando o caixa dois -- que conforme o tesoureiro do PT, Delúbio Soares, ele operou caixa dois de campanha e não nega, mas é praxe –, mas apenas observando o estranho entendimento de nossas leis que entedem isonomia candidatos concorrendo ao mesmo cargo apresentarem limites de gasto em campanha tão diferentes.
Não são números próximos, se uns apresentam gastos de campanha de R$ 10 milhões, outros apresentam limites máximos de R$ 120 mil para o mesmo cargo. Então, existe isonomia aonde?
Nossas capengas leis eleitorais, nosso sistema democrático ilógico, desde há pouco, impedem que se invista em brindes, camisetas, bonés e outros, para que se mantenha uma incompreensível isonomia de milhões contra centavos sem que isso venha a beneficiar a economia, a população, ou o povo.
Se a lei não permite que se invista em objetos que aquecem a economia, geram empregos ainda que temporários, mas em um número tal que não pode ser ignorado, aonde vão os milhões de alguns candidatos contra a mesma campanha de recursos menos expressivos?
Então, será que esse dinheiro é canalizado em quê? Nâo pode: comidas e bebidas em reuniões; shows; brindes, camisetas... Mas pode a contratação de cabos eleitorais e a utilização dessa verba em injustificáveis, mas legalizadas, artimanhas contábeis. A pergunta que não pode calar - seguida de imensas obscenidades que a educação nos impede - é: isso não é compra de votos de quem pode contratar mais cabos eleitorais que outros? Isso não é descumprimento de isonomia quando eu posso ter mais carros adesivados – e ai pegamos uma deixa nas justificativas da turma do mensalão – e abastecimento de veículos para que se permita a exposiçao desses adesivos.
Sobre a justiça eleitoral talvez paire uma imensa peneira a cobrir o Sol, ou uma inconsistente inocência inconcebível dos meandros eleitorais.







