Um grupo de moradores de Campo Grande realizou, na manhã deste domingo (25), um protesto pacífico no bairro Aero Rancho, com críticas à atual gestão municipal e pedido de impeachment da prefeita Adriane Lopes.
A mobilização teve início em frente ao Parque Ayrton Senna e seguiu em caminhada simbólica pela Avenida Ernesto Geisel, com destino à Praça do Rádio Clube e, posteriormente, ao Ministério Público.
Conforme o apurado pela reportagem, a manifestação foi organizada pelo movimento denominado “A Revolta das Botas”, que reúne cidadãos insatisfeitos com problemas enfrentados em diferentes áreas da cidade, como saúde, educação, infraestrutura e segurança pública. Segundo os organizadores, o ato buscou chamar a atenção das autoridades para o que classificam como falhas na administração municipal e descumprimento de promessas de campanha.
Um dos organizadores do protesto, Oswaldo Mesa, afirmou que o movimento marca o início de um processo de mobilização popular em defesa do afastamento da prefeita. Ele explicou que o uso de botas pelos manifestantes tem caráter simbólico, em referência às visitas da prefeita a bairros da cidade durante o período eleitoral. “É um ato pacífico e simbólico. Começamos com um pequeno grupo, mas acreditamos que isso representa um movimento maior que pode crescer e provocar mudanças”, declarou.
Manifestantes citaram denúncias de má gestão, supostas irregularidades fiscais, dificuldades no acesso a serviços de saúde, falta de medicamentos em unidades de pronto atendimento, problemas estruturais em escolas e ausência de pavimentação em bairros periféricos. Também foram mencionadas críticas ao aumento de tributos, como IPTU e taxa de lixo, que segundo os participantes, têm impactado principalmente moradores das regiões mais carentes.
O professor Washington, que também participou da mobilização, destacou que o protesto teve como objetivo defender direitos básicos da população. Ele relatou que recebe frequentemente denúncias relacionadas à falta de atendimento adequado na saúde pública e à ausência de profissionais de apoio para alunos com deficiência na rede municipal de ensino. “Essa caminhada é por esperança. Estamos cobrando aquilo que é direito da população e que não está sendo entregue”, afirmou.







