Jamal Salém, secretário municipal de Saúde esteve na Câmara de Campo Grande, nesta quinta-feira (28), fazendo um breve relato sobre a saúde na Capital. O secretário informou que foram abertos vários processos seletivos, na forma emergencial, para atender as unidades de saúde, mas houve dificuldades para encontrar médicos de algumas especialidades, como pediatras e ginecologistas.
Informou, também, que foram abertas licitações para a compra de medicamentos. “Todos vocês lembram que quando assumimos, há seis meses, faltavam médicos, tínhamos apenas quatro unidades do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em funcionamento. Fizemos uma pesquisa e constatamos que 65% da população pedia melhoras na Saúde. Hoje conseguimos liberar mais nove ambulâncias do Samu e contratamos 128 médicos”, explicou.
Segundo Jamal, as unidades de saúde contam hoje com 12 a 13 médicos durante o dia e, entre 10 e 12 no período noturno, contrariando, dessa forma, as constantes reclamações da população que alega falta de médicos nas Unidades de Pronto Atendimento, especificamente em algumas especialidades.
“Nós encontramos dificuldades na contratação de médicos pediatras, mas hoje, durante o dia, contamos com 5 a 7 médicos nas UPAs. Ainda temos dificuldades, por esse motivo o prefeito Gilmar Olarte (PP) sentiu a necessidade de criar o Hospital Pediátrico”, disse Jamal.
A promessa é que até o dia 10 de setembro a primeira fase estará em funcionamento, com cinco pediatras no ambulatório. Serão também disponibilizados 40 leitos para as crianças e 60 leitos adultos. Dez outros leitos serão de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
O secretário informou que o atendimento hoje, é 30% melhor nas UPAs, que já começa a tender a população que se desloca do interior do estado. “Nós temos 1,230 milhão de cartões do Sistema Único de Saúde (SUS), o que significa que os pacientes do interior têm cartões como pacientes da Capital. Então, Campo Grande não tem apenas um milhão de habitantes, mas dois milhões que fazem uso dos serviços da saúde pública. Por esse motivo queremos melhorar as unidades de saúde básica e deixar as UPAs apenas para atendimentos emergenciais”, finalizou Jamal.
O vereador Chiquinho Telles (PSD) contestou as declarações do secretário: “Nós não podemos esquecer dos problemas. A saúde não está 100% e nem às mil maravilhas. Tem muita coisa que precisa ser feita e, mesmo eu sendo da base do prefeito, discordo disso”.
Cobrando mais explicações sobre a contratações e o arrendamento do Hospital Infantil, a vereadora Luiza Ribeiro (PPS) afirmou que vai entregar “em mãos” seus requerimentos que não foram votados. “Vou entregar mesmo assim [sem aprovação] para que o senhor leve ao prefeito, na esperança que ele nos dê explicações”, enfatizou Luiza Ribeiro.
A sessão foi prorrogada para que o tema continue em discussão.







