Prefeita Adriane Lopes (PP) negou, na tarde desta terça-feira (16), que o Município tenha dívidas com as empresas que exploram o serviço de transporte coletivo na cidade. Com a feição abatida, a gestora culpou o consórcio e classificou a greve dos motoristas como ilegal.
A entrevista coletiva contou com o secretário de Governo, Ulysses Rocha e com a procuradora-geral do Município, Cecília Saad Cruz Rizkallah. A prefeita inicialmente lamentou a greve e enumerou os impactos da paralisação para o comércio e população em geral.
Ao falar das questões técnicas, Adriane evitou detalhes e comentou pontos genéricos. Sobre os repasses, garantiu que estão em dia e que o último de 2025 foi até antecipado. Na rápida explicação, Lopes detalhou apenas que alguns valores questionados são de subsídios pagos para o Consórcio em razão das gratuidades como o Passe do Estudante, idosos, pessoas com deficiência e servidores públicos.
No pequeno momento em que foi mais enfática, Lopes apontou o dedo para lente das câmeras e disparou:
''E você que está em casa, que também usa o transporte e paga, você paga para uma empresa. Pra onde está indo o dinheiro? Aonde a empresa está investindo esse dinheiro?'', questionou Adriane.
Conciliação?
Consórcio Guaicurus e Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo Urbano de Campo Grande participam de uma audiência de conciliação na tarde desta terça-feira (16). Os manifestantes estão com parte do salário de novembro atrasado e sem estimativa de receber a segunda parcela do 13º e o vale-alimentação, programado para todo dia 20.







