O deputado federal por Mato Grosso do Sul, Rodolfo Nogueira (PL), criticou duramente a decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, em negar a remoção imediata do ex presidente Jair Bolsonaro a um hospital em Brasília após ele sofrer uma queda e bater a cabeça em sua cela na Superintendência da Polícia Federal.
Em um vídeo compartilhado em sua rede social, Nogueira considerou a conduta de Moares: “Absurda, cruel, desumana e revoltante. Não é burocracia, isso é tortura, desumanidade, perseguição escancarada, é abuso de poder, é desumanidade.”
Rodolfo Nogueira afirmou ainda que o episódio escancara um plano maior contra Bolsonaro e questionou o posicionamento do Senado:
“O plano é eliminar o presidente Bolsonaro. Cada minuto de omissão tem responsáveis e o sangue que está sendo derramado recai sobre as mãos dos senadores omissos, cúmplices e covardes”, disse.
Por fim, Nogueira concluiu pedindo aos seguidores que se unam em oração pela vida de Bolsonaro: "Peço a todos que orem pela saúde do nosso presidente".
O que aconteceu com Bolsonaro
Bolsonaro sofreu a queda durante esta madrugada, e o médico da Polícia Federal constatou apenas ferimentos leves e “não identificou necessidade de encaminhamento hospitalar, sendo indicada apenas observação”, informou a PF.
A defesa, no entanto, considerou que o ocorrido deveria ser investigado e fez novo pedido de ida ao hospital a Moraes: “O paciente sofreu queda em sua cela, com impacto craniano e suspeita de traumatismo, situação que, diante de seu histórico clínico recente, impõe risco concreto e imediato à sua saúde”, diz o pedido protocolado pelos advogados.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que visitou o marido nesta terça, demonstrou preocupação: “Meu amor não está bem. Durante a madrugada, enquanto dormia, teve uma crise, caiu e bateu a cabeça no móvel. Como o quarto permanece fechado, ele só recebeu atendimento quando foram chamá-lo para minha visita”, relatou Michelle, em sua conta do Instagram.
Logo após, o médico particular do ex-presidente, Cláudio Birolini, conferiu a situação de Bolsonaro e confirmou que o ex-presidente tinha um “traumatismo leve”, tendo a necessidade de ser submetido por exames. O diagnóstico prévio de Bolsonaro após a queda é de traumatismo cranioencefálico leve.
Situação jurídica do ex-presidente
Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do STF a 27 anos e 3 meses de prisão, em regime inicial fechado, por liderar uma organização criminosa que tentou impedir a posse e o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O ex-presidente já estava preso na PF, por descumprir cautelares, quando a condenação tramitou em julgado e ele começou a cumprir a pena definitiva, em 25 de novembro do ano passado.
Durante o fim do ano, Bolsonaro foi internado no DF Star e passou por procedimentos cirúrgicos para tratar hérnias e soluços. Depois, voltou para a prisão em regime fechado.







