Enquanto o IPTU dos moradores de Campo Grande aumentou consideravelmente em 2026, após Adriane Lopes (PP) ‘pesar a mão’ no aumento do tributo, vários terrenos foram doados pela prefeitura a empresas privadas, totalizando mais de R$ 10 milhões.
Conforme as publicações de doações, feitas no Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande), a empresa mais beneficiada fabrica sorvetes e recebeu um terreno localizado no Polo Empresarial Oeste – Bairro Núcleo Industrial, com área total de 25.000m² e avaliado em R$ 4.292.500,00.
Apesar de a doação não ser ilegal, já que ela foi realizada através do Programa de Incentivos para o Desenvolvimento Econômico e Social de Campo Grande (Prodes), uma ferramenta da Prefeitura para atrair investimentos e gerar empregos, oferecendo benefícios fiscais e apoio a micro e pequenas empresas, mostra o contraste de reter receita de qualquer jeito com dinheiro do contribuinte comum e ‘presentear’ empresas, já que o retorno irá demorar mais de anos para ser visto nos cofres públicos.
Em algumas regiões da cidade, mesmo que consideras ‘pobres’, os moradores viram o IPTU aumentar mais de 400% no ano de 2026. Alguns contribuintes notaram o preço do imposto da casa própria subir de R$ 700 para R$ 3 mil, causando indignação e dúvidas nos moradores.
Enquanto Adriane Lopes veta projeto de lei complementar que iria reduzir o valor pago pelos campo-grandenses e de forma veemente afirma que não aumentará o desconto de 10 para 20% no pagamento a vista, a arrecadação do município diminui drasticamente.
Ainda assim, ela segue fazendo as concessões e ‘doando’ terrenos para ter retornos futuros. A prefeita também vem afirmando, há mais de 6 meses e em declarações recentes, que Campo Grande ‘foi uma bomba’ herdada da gestão anterior e que a cidade está passando por uma ‘crise financeira’.
A dúvida que fica é por que ser tão cruel com os pequenos sem fazer melhorias e ‘pegar leve’ com grandes empresas? Vale a pena castigar tanto a população assim?







