A prefeita de Campo Grande, Adriane Barbosa Nogueira Lopes (PP), oficializou nesta sexta-feira (9) a saída de Márcia Helena Hokama do cargo de secretária municipal da Fazenda e aproveitou para nomear Isaac José de Araújo para ocupar a função no lugar dela.
Pelo primeiro decreto, Adriane exonerou, a pedido, Márcia Hokama do cargo de secretária municipal da Fazenda, símbolo AGP-1. No mesmo ato, por meio de outro decreto, a prefeita nomeou Isaac como novo titular da pasta, encerrando o período em que ele já vinha atuando como interino.
A exoneração ocorre após meses de forte desgaste político em torno do nome de Márcia Hokama, que estava oficialmente afastada por licença médica, em meio à explosão da crise fiscal da Capital. Internamente, porém, o que se consolidou foi a percepção de que a secretária vinha sendo usada como “bode expiatório” pela gestão Adriane Lopes para tentar transferir a ela a responsabilidade pelo descontrole das contas públicas e pelo colapso financeiro da administração.
Segundo apurações já divulgadas pelo TopMídiaNews, aliados da prefeita passaram a trabalhar de forma explícita para “queimar” Márcia, vendendo à opinião pública a ideia de que decisões como o não pagamento de empresas de tapa-buracos e outros fornecedores teriam partido da secretária, mesmo sendo de conhecimento geral que a Fazenda obedece diretamente às determinações da prefeita.
Márcia chegou a colocar o cargo à disposição e teria deixado sua carta de exoneração sobre a mesa de Adriane, que resistia em assinar o pedido enquanto a utilizava como anteparo político para tentar desviar o foco da crise que atinge o Paço Municipal. A estratégia, segundo fontes, seria criar uma cortina de fumaça para esconder os erros da própria administração e das escolhas políticas feitas por Adriane e por seu marido, o deputado estadual Lídio Lopes.
Com a saída de Márcia, chegou-se a cogitar para a sucessão nomes altamente controversos. No fim, a escolha recaiu sobre Isaac Araújo, servidor da casa que já vinha tocando a Fazenda durante o afastamento da gestora anterior. Ele herda uma secretaria em meio a uma verdadeira bomba-relógio fiscal, com arrecadação quase totalmente comprometida, fornecedores sem receber e pressão crescente da Câmara Municipal e da sociedade.







