Protesto pacífico contra o caos na Saúde causou enorme preocupação da gestão Adriane Lopes, na noite de sábado (29), em Campo Grande. Guardas civis metropolitanos e ''pessoas estranhas'' agiam como informantes e registravam detalhes da movimentação.
Passados alguns minutos após às 18h, o grupo de manifestantes contava com 30 pessoas. Pequeno, mas barulhento, sobretudo porque tinha a adesão dos motoristas que passavam pela Rua 14 de Julho esquina com a Avenida Afonso Pena. Houve quem apertasse o botão da buzina sem dó e inflamava ainda mais os contrários à gestão.
Das várias situações estranhas, uma foi que três motocicletas do Grupo Especializado em Motopatrulhamento, o Gemop, pararam metros antes de onde acontecia o protesto. Um deles sacou um celular e fotografou a movimentação. Em seguida, saíram em disparada.
Outra situação foi o avistamento de um agente da segurança pública - à paisana, sentado no banco do canteiro e igualmente registrando o acontecimento discretamente. Assim como outras que atravessavam e logo voltavam à Afonso Pena com comportamento estranho.
Provocação
Houve quem passasse para provocar os manifestantes. Episódios assim costumam ser uma tática para gerar tumulto e justificar ação policial contra quem fazia o manifesto pacificamente. Um idoso passou filmando com o celular e repetia várias vezes para um terceiro na linha que quem protestava queria tirar vantagem.
''Olha aí o povo que tá manifestando... tudo querendo um cargo na prefeitura'', repetia o homem ao menos três vezes.
Protesto
A manifestação começou tímida por volta das 18h, mas meia-hora depois se tornou barulhenta e com adesão popular. O grupo que carregava faixas e cartazes contra a gestão ia para o meio da rua quando o semáforo fechava. Assim que o sinal para os carros abria, eles retornavam ao canteiro.
Conforme observado pelo TopMídiaNews, não houve xingamentos, provocações e nenhum instrumento que oferecesse risco à sociedade. Uma hora depois, o grupo foi em direção ao cruzamento da 14 de Julho esquina com a Dom Aquino, onde a prefeita lançava a festividade de Natal 2025.
Porém, mesmo permanecendo atrás do alambrado, os manifestantes foram dispersados pelos guardas, sob a alegação que não era possível filmar o esquema de segurança promovido pela GCM. Um motoboy e o Professor Washington que liderava o ato foram presos por desacato. Uma mulher, mãe atípica foi lançada ao solo por um guarda. Já a idosa foi alvo de um golpe de cassetete.
O espaço está aberto para manifestação dos citados.








