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terça, 18 de janeiro de 2022 Campo Grande/MS
Política

Advogado diz que Olarte deve ser liberado ainda hoje, após culto

06 outubro 2015 - 19h26Por Amanda Amaral e Alessandra Carvalho

Preso temporariamente desde a sexta-feira (03), o prefeito afastado Gilmar Olarte (PP, por liminar), deve voltar para casa por volta da meia noite. No final da tarde desta terça (06), um oficial de justiça chegou ao Presídio Militar para entregar um alvará de soltura de Olarte, assinado pelo desembargador Luiz Cláudio Bonassini, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, que indeferiu o pedido da defesa, que solicitava a liberação antes do fim do prazo de cinco dias de prisão.

Pouco depois, seu advogado, Jail Azambuja, também foi ao local e declarou à imprensa que seu cliente pode ser solto a qualquer momento, mas deverá sair apenas no prazo anteriormente determinado pela Justiça e após o fim de um culto religioso, com outros presidiários.

Hoje pela manhã, Jail disse à imprensa que durante os cinco dias em que permanece preso, Olarte passa 'as horas' em companhia de um violão, lendo a bíblia e que teria feito, inclusive, de quatro a cinco cultos para os demais presos do Presídio Militar de Campo Grande. Ele não descartou a possibilidade de Olarte fazer o pedido por deleção premiada.

Acontecimentos

Os pedidos de prisão ocorreram após a Operação Coffee Break, do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), que investiga a compra de votos para a cassação de Alcides Bernal, em março de 2014. Ambos tiveram a prisão decretada pelo desembargador Luiz Cláudio Bonassini, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. O recurso era válido para a prisão temporária com duração de cinco dias, podendo ser prorrogada por igual período.

  

Os dois já eram considerados foragidos porque os advogados estavam cientes dos fatos. Amorim se entregou à polícia na sede da Delegacia de Repressão a Roubos a Bando e Sequestros (Garras), na tarde de quinta-feira (01). Ele ficou preso pouco mais de um dia na delegacia, enquanto Olarte foi espontaneamente à 3ª Delegacia de Polícia por volta das 5h da manhã de sexta-feira (2), acompanhado pelo advogado.

No fim da manhã, foi acatado o pedido de transferência de Olarte solicitado pelos advogados, por acharem mais adequado, com base no artigo 295 do Código de Processo Penal (CPP), no qual relaciona que as pessoas que devem ser recolhidas a quartéis de mero expediente ou a prisão especial, antes da condenação definitiva. No início da noite, Olarte foi transferido para o Presídio Militar, onde permanece até o momento.