São seis os candidatos ao governo de Mato Grosso do Sul.
Nelsinho Trad (PMDB) que representa a pretensa continuidade do governo André Puccinelli, como se deu na prefeitura, ainda que a população considere, por um lado que o próprio Puccinelli ordenou as ações durante os primeiros anos e até que o deixasse andar pelas suas próprias pernas, por outro que ficou aquém do pretendido;
Delcídio do Amaral (PT), candidato que não consegue agregar o brilho vermelho de sua estrela à sua pessoa ou candidatura, estando, aparentemente, acima de cores partidárias e bem avaliado em suas ações no Senado, não sendo uma suposta continuidade da maneira de governar petista do ex-governador, atual vereador de Campo Grande e candidato a deputado federal, Zeca do PT;
Reinaldo Azambuja (PSDB), ainda que não tenha seu nome vinculado aos governos do Estado, não apresenta, na verdade, qualquer novidade. Mesmo que aparentemente não lhe falte capacidade para ocupar cargos executivos ou legislativos, não é novidade a presença tucana nos governos da Capital e do Estado. Senão, vejamos: Mariza Serrano foi filiada à Arena, ao PDS, ao PFL, ao PST, ao PMDB e ao PSDB desde 1997, entre 2004 e 2006 foi vice-prefeita da administração Nelsinho Trad (PMDB), quando foi eleita a primeira Senadora por Mato Grosso do Sul. Oswaldo Possari (PSDB) foi vice-prefeito de Campo Grande durante a administração André Puccinelli. Tereza Cristina, a super-secretária de André Puccinelli esteve PSDB até o prazo legal de descompatibilização para concorrer às eleições de 2014 pelo PSB, único dos grandes partidos a se aventurar na candidatura Nelsinho Trad.
Evander Vendramini (PP), vereador em Corumbá, ainda não criou musculatura política que lhe permita competir em pé de igualdade. Seria o novo? Se pensarmos em termos da conturbada administração Bernal, com um secretariado inexperiente e, portanto, que apresentou problemas de ajustes, seria uma novidade temerária. Mas, se Bernal conquistou a prefeitura com um discurso agressivo e inovador, que carreou além de simpatias o voto de protesto contra a quase hereditariedade partidária que tomou conta de nosso Estado e dos mais diversos municípios, Vendramini não tem a presença de palanque necessária para tal intento.
A grande novidade
A real novidade residiria nos improváveis Sidney Melo (PSOL), o mesmo que já bebeu da fonte dos diversos poderosos, mas que, ainda que tivesse em mãos, quase no mesmo estilo despótico dos seus atuais contendores, a União Campo-Grandense de Estudantes (UCE), não conseguiu emplacar os cargos que tanto reivindicou pelos seus serviços; ou Professor Monje (PSTU) de características esquerdistas, ou socialistas, tão extremistas, seria a única real novidade na forma de administrar e pensar a política. Evidente que pelo viés do eleitorado brasileiro, serve mais como um contraponto necessário para que se formulem políticas públicas que atendam aos menos favorecidos do que como possiblidade de poder.







