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Aliados de Rose lamentam derrota e traçam estratégias: ‘não vamos perder de joelhos’

Candidata contabilizou 41,23% dos votos no segundo turno

30 OUT 2016
Diana Christie e Airton Raes
18h35min
Foto: André de Abreu

Após a derrota da candidata Rose Modesto (PSDB) para a prefeitura de Campo Grande, aliados de campanha lamentam o resultado das urnas e avaliam futuro do partido tucano já traçando estratégias para 2018. Cerca de 200 pessoas acompanharam a apuração do TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral) no comitê central, na Avenida Barão do Rio Branco, esquina com a Rua José Antônio, e muitas delas acabaram derramando diversas lágrimas.

Representando o partido do candidato a vice-prefeito Cláudio Mendonça, a deputada estadual Grazielle Machado (PR) destacou as propostas apresentadas durante a campanha eleitoral. Segundo ela, o PSDB e o PR mostraram o que era melhor para Campo Grande e, agora, o momento é de dar apoio para Rose e Cláudio, sempre de cabeça erguida. “Nós não vamos perder de joelhos”, proclamou.

Grazielle Machado - Foto: André de Abreu

Um dos coordenadores de campanha, Carlos Alberto Assis declarou que a eleição foi difícil porque o prefeito eleito, Marquinhos Trad (PSD), já havia “colocado” a candidatura há oito anos. “O governo foi corajoso e lançou candidato, apresentou propostas reais e disputou até o final, mas nós temos que entender o resultado das urnas e o eleitor achou melhor o Marquinhos. Agora nós temos uma nova liderança, a Rose mostrou que tem força”, afirmou.

Questionado sobre como será o relacionamento do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) com o candidato adversário, Assis garantiu que o tucano é “estadista” e governa “acima de partidos”, sendo que vai ajudar na governabilidade de Campo Grande. Ele também negou a possibilidade da derrota impactar na campanha à reeleição em 2018.


 Carlos Alberto Assis - Foto: André de Abreu

De acordo com Assis, o eleitor sabe distinguir as campanhas para a prefeitura daquela para o governo. “Ele sabe que o que estava em jogo aqui era um município e não o Estado. Hoje o governador é governador graças a Campo Grande. Em 2018 vamos disputar de novo e o eleitor sabe o que é melhor para ele”, finalizou.

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