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RETROSPECTIVA

28/12/2019 18:10

Ao contrário da cena nacional, polarização política foi tímida no MS em 2019

Seja na Assembleia ou na Câmara, embates foram muito fracos

A disputa política entre direita e esquerda chegou a seu maior nível na política nacional em 2019. Mas em Mato Grosso do Sul, a guerra ideológica foi tímida com protestos e palanques esvaziados nos dois lados. 

Apesar de um número considerável – cinco deputados - a bancada da Assembleia Legislativa - tida como conservadora nos costumes - se ocupou com outros assuntos e não teve embates significativos com representantes da esquerda, como Pedro Kemp e Cabo Almi, ambos petistas. 

Vez ou outra, deputados como Capitão Contar exaltavam projetos de lei sobre civismo e amor à pátria e propostas de coibir manifestações artísticas consideradas ''impróprias'' para crianças em escolas, mas nada que gerasse forte reação do lado oposto.

Kemp e Contar quase não protagonizaram embate ideológico. (Foto: Wesley Ortiz e André de Abreu)

Nas ruas

Protestos de rua, quando houve – tiveram apelo de temas nacionais, com participação tímida de parlamentares de PT e PSL. 

A maior manifestação em via pública da esquerda ocorreu quando militantes convocaram estudantes para protestar contra o contingenciamento de recursos nas universidades federais. Mesmo assim sofreu críticas por certo esvaziamento e mistura de temas partidários, como o Lula Livre. 

No ano que passou, os grandes protestos da direita, encampados por movimentos como MBL, Chega de Impostos e Direita MS também não repetiram a performance de 2015/16. Foi assim também na soltura de Lula e o fim da prisão após condenação em 2ª instância.  

Na Câmara Municipal, o cenário foi mais tímido ainda. Com um parlamentar apenas, o PT pouco participou de discussões ideológicas. Coube a vereadores como Eduardo Cury e Vinícius Siqueira radicalizarem, mas só nas redes sociais. 

O clima ameno de polarização no parlamento municipal também se deveu à costura política de Marquinhos Trad, que pôs os vereadores em certa sintonia com temas municipais, sem chance para desvios de foco. 

A polarização – hoje fraca, pode ganhar musculatura no ano que vem por conta das eleições municipais, mas os grupos ainda seguem desmobilizados. 

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