Os pré-candidatos ao Senado e ao Governo do Estado, Reinaldo Azambuja (PSDB) e Delcídio do Amaral (PT), aprofundam discussão sobre alianças prevendo duas situações. A primeira se dará a partir da intransigência das executivas nacionais dos partidos em impedir a aliança no Mato Grosso do Sul; a segunda a partir das pré-campanhas que desenvolverão até junho, quando ocorrerão as convenções para definição de alianças e candidaturas.
Impedidos formalmente de estabelecer a aliança, os candidatos aproveitaram o domingo (4), durante a Festa da Lingüiça de Maracaju, para dar sequência aos entendimentos com vistas a uma aliança informal.
“A recepção calorosa das pessoas aos nos verem juntos é mais uma prova de que estamos no caminho certo. Embora existam restrições no plano nacional, as executivas estaduais do PSDB e do PT vão continuar conversando para que possamos elaborar um projeto comum, que irá ao encontro dos anseios dos sul-mato-grossenses”, afirmou Reinaldo Azambuja.
Uma das ações a serem estabelecidas é manter um acompanhamento de pesquisas e, a partir da manutenção dos índices positivos, utilizar essa intenção de voto para o convencimento das executivas nacionais.
Tanto os candidatos quanto seus coordenadores de campanha estão convencidos de que é possível traçar uma estratégia eleitoral que permita palanques separados e fortes para os presidenciáveis sem que implique em rompimento da aliança que a população do Estado deseja.
“Fiquei muito feliz ao perceber claramente que a maioria dos eleitores confia no nosso trabalho e nos quer juntos. Maracaju , onde o Reinaldo foi prefeito e exerce forte liderança, é uma cidade emblemática e o carinho que recebemos aqui nos anima ainda mais. Vamos visitar outros municípios, discutir com lideranças locais e regionais, inclusive de outros partidos, e ampliar o debate. Não tenho dúvida de que a nossa aliança , mesmo que informal, será vitoriosa”, aposta Delcídio.
A Democracia brasileira esfacelou-se em siglas sem conteúdo programático. No entendimento da população são apenas "letras" como placas de automóveis que podem ser alugados ou vendidos. Isso faz com que o eleitor foque no candidato, em especial nas eleições regionais. Assim, parcela considerável dos votos está definida e aponta para Reinaldo senador e Delcídio governador, independente de siglas ou alianças oficiais.
O radicalismo das executivas nacionais pode fazer a diferença para pior, tomando alguns desses votos por criarem desconfiança de intenções. Perdem também quando dividirem apoios importes, de partidos estabelecidos, o que irá, certamente, refletir na votação dos deputados federais e estaduais.
Com estes argumentos e pesquisas sérias de intenção de votos em mãos, a segunda parte será a do convencimento. O trabalho para candidatos e coordenadores de campanha é tirar a visibilidade pública do plano A – aliança branca – enquanto tornam viável o plano B – aliança de fato.







