Mais uma reviralvolta marca os rumos da administração da Prefeitura de Campo Grande. Hoje, às 00h, o juiz de plantão Vladimir Abreu da Silva cassou a liminar que suspendia os efeitos da cassação de Alcides Bernal e a retomada das atividades normais de Gilmar Olarte nesta sexta-feira (16). A suspensão da cassação, ocorrida no dia 12 de março deste ano, foi expedida pelo juiz da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, David de Oliveira Gomes Filho.
Nesta quinta (15) cerca das 16h17 da tarde de ontem, Alcides Bernal reuniu o ex-secretariado e a sua antiga base aliada de vereadores - entre eles, Paulo Pedra (PDT), Luiza Ribero (PPS), Thaís Helena (PT) e Cazuza (PP). Segundo informações apuradas pelo TopMídia News, a retomada da prefeitura pelos defensores do progressista foi feita de forma desrespeitosa e truculenta. Apoiadores de Bernal chegaram a coagir funcionários da Sedesc (Secretaria Mun. de Desen. Econômico, Ciência e Tecnologia, Turismo e Agronegócio) e reivindicaram a imediata saída do secretário Edil Albuquerque.
Também houve confusão na Secretaria de Saúde (Sesau). O final da tarde foi marcado por queima de fogos de artifício, trânsito turbulento na Avenida Afonso Pena, gritos com palavras de ordem e lavagem da calçada da Prefeitura Municipal. Bernal concedeu declaração à imprensa já empossando "extraoficialmente" diversos ex-secretários que compunham sua gestão. Ritiva Cecília de Queiroz Vieira, ex-Agereg (Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Campo Grande) assegurou em declaração à imprensa a exoneração de aproximadamente 1,400 funcionários comissionados de Olarte.
"Todos os contratados pelo usurpador estão demitidos, podem se retirar", teria dito Bernal sobre a situação do funcionalismo de Gilmar Olarte. O presidente da Casa de Leis, Mario Cesar (PMDB) havia informado que a Câmara recorreria da decisão ainda na noite da quinta e que a situação "era reversível". A tentativa frustrada da volta do ex-prefeito durou 8 horas.







