O encontro com o ex-governador André Puccinelli (PMDB), em reunião partidária no início da semana, surtiu efeito entre os aliados da gestão anterior. Na manhã de hoje (14), o presidente da Assembleia Legislativa, o também peemedebista e deputado estadul, Junior Mochi, usou a tribuna para rebater os dados apresentados pela auditoria encomendada pelo governador Reinaldo Azambuja, do PSDB.
Assim como Puccinelli havia adiantado, Mochi defendeu que o relatório de execução orçamentária referente ao ano de 2014, publicado pela administração tucana em abril. O documento mostra que o peemedebista deixou nos cofres públicos cerca de R$ 571 milhões, valor superior aos R$ 301,7 milhões apontados na auditoria.
O ex-líder do governo argumentou também que a dívida de R$ 143 milhões, referente ao pagamento dos empréstimos consignados e a previdência dos servidores públicos estaduais, não poderia ser contabilizada uma vez que, segundo ele, a Secretaria da Receita Federal estabelece a data-limite de pagamento até o dia 20 do mês subsequente ao pagamento dos funcionários.
Mochi contrapõe ainda que parte da arrecadação do Estado em que o fator gerador aconteceu em dezembro foi desconsiderada pelos tucanos, pois a auditoria se limitou a analisar até 31 de dezembro de 2014, mas esses recursos, chamados de “receitas de competência” só entram nos cofres públicos nas duas primeiras semanas de janeiro. “Não tenho os números exatos, mas tenho certeza que foi superior a R$ 250 milhões”, disse.
Apesar do confronto com o grupo tucano e às críticas aos dados apresentados por Reinaldo, o presidente da Casa de Leis afirma que o desencontro de informações não influenciará o relacionamento do partido com o Executivo. “Foi uma questão técnica embasada na auditoria. Nós estamos questionando apenas os dados apresentados pela auditoria que fechou em 31 de dezembro”, enfatizou.
Líder tucano, o deputado Rinaldo Modesto (PSDB) afirmou que o Executivo encerrou a discussão sobre a ‘herança’ deixada pela gestão anterior e que agora “cabe aos órgãos de auditoria fazer a comparação” entre as informações apresentadas pelos dois lados. Discurso esse, incorporado pelo peemedebista Junior Mochi, que citou o Tribunal de Contas e o Ministério Público.
Aquário do Pantanal
Obra emblemática da gestão de André Puccinelli, Mochi destacou que os deputados estaduais aprovaram, no fim do ano, a destinação de verbas da compensação ambiental para que o empreendimento fosse concluído em até quatro meses, desde que seguindo o mesmo ritmo de trabalho e comprando os mesmos materiais.
Com as mudanças sinalizadas pelo novo governo, o deputado relatou que não possui as informações sobre o andamento das obras, a previsão de gastos ou o prazo de conclusão.







