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Política

25/09/2025 07:00

Após família pagar R$ 1 mil por ambulância, vereadora flagra 6 viaturas paradas (vídeo)

Petista disse que município sequer tem secretário de Saúde para autorizar ativação

Vereadora Luiza Ribeiro (PT) denuncia flagrante de seis viaturas paradas na base descentralizada do SAMU, no Bairro Pioneiros, em Campo Grande. A denúncia surge quatro dias após o TopMídiaNews revelar que uma família pagou R$ 1mil por uma ambulância particular para transferir um doente para a Santa Casa. 

Os veículos filmados pela parlamentar são do tipo ‘’unidade básica’’ e foram enviadas à Prefeitura de Campo Grande pelo Governo Federal. A petista garante que as viaturas foram entregues já documentadas e prontas para rodar. 

''Essas ambulâncias poderiam estar salvando vidas, mas continuam paradas. O motivo? Campo Grande não tem sequer secretário de saúde para autorizar a circulação delas'', desabafou a vereadora. 

Ainda segundo a postagem da política no Instagram, Luiza reflete que, enquanto há unidades paradas, a população sofre com a falta de atendimento de urgência. Ela prometeu providências sobre o caso, como acionar o Ministério Público de Saúde para, segundo ela, garantir que os recursos enviados à cidade sejam usados em benefício do povo. 

''Na prestação de contas da saúde [na Câmara Municipal], também vamos cobrar respostas e responsabilizar os gestores'', comentou Ribeiro. Ela complementou que a ''gestão municipal de Campo Grande não pode deixar seis ambulâncias paradas enquanto vidas estão em risco''. 

Viaturas do SUS paradas em base do SAMU

                   Paciente sofreu infarto e família alugou ambulância (Foto: Repórter Top)

O caso 

Um possível caso de negligência no atendimento emergencial gerou revolta em uma moradora de Campo Grande. Ela contou para o TopMídiaNews que o esposo deu entrada na UPA do Nova Bahia por volta das 11h30 do dia 19 de setembro, com fortes dores no peito. Mesmo após insistentes queixas, o eletrocardiograma só foi feito mais tarde e atestou que o homem estava sofrendo um infarto.

Apesar da urgência do quadro, a unidade não possuía a medicação essencial para evitar que o homem pudesse vir a óbito: o anticoagulante Androgel. Sem alternativa, um amigo da família precisou correr até uma farmácia e comprar o remédio com recursos próprios para garantir que o paciente tivesse chances de sobreviver. 

''É revoltante. A gente procura socorro e tem que comprar o remédio para salvar a vida da pessoa, porque o posto não tem'', desabafou a esposa.

Mesmo após a confirmação do infarto, o paciente precisou aguardar horas até ser levado para a Santa Casa. A transferência foi autorizada apenas por volta das 15h, e ele foi mantido na Ala Vermelha da UPA, sem a possibilidade de ser transferido, pois o SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) estava sem viatura disponível.

 
 

Sem recursos e desesperados, familiares contrataram uma ambulância particular, pagando R$ 1.026, após mais de 40 minutos de negociação e espera.

''A gente está numa crise, tudo apertado, e ainda tem que desembolsar mais de mil reais para não deixar a pessoa morrer esperando. Isso é desumano'', relata. 

Resposta

A Secretaria Municipal de Saúde informou que os medicamentos podem acabar devido à alta demanda. Além disso, sobre o transporte, comentou que casos de urgência são prioritários. Confira:

''O abastecimento de medicamentos é monitorado constantemente, com reposições feitas no menor tempo possível. Podem ocorrer faltas pontuais por alta demanda, atrasos de fornecedores ou indisponibilidade de insumos, mas a Prefeitura atua para garantir atendimento de qualidade.

O transporte de pacientes é realizado pelo SAMU, que prioriza casos de urgência. Enquanto aguardam, todos recebem acompanhamento médico e cuidados necessários''.  

https://videy.co/v/?id=4XxnTp3O1

 

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