Como se não bastasse uma rivalidade interna dentro do Partido dos Trabalhadores para a disputar a presidência do partido, outro assunto movimenta as correntes internas da legendas. Uma linha defende a ideia de que o PT apóie a atual administração tucana, de Reinaldo Azambuja, e deixe de ser oposição. Porém, outras lideranças defendem que o partido se alie ao PMDB e feche apoio político reproduzindo o que acontece no cenário nacional que tem como vice-presidente da República, Michel Temer.
A própria presidência regional do PT já defende, abertamente, uma aliança com o PMDB, rival histórico em Mato Grosso do Sul, mas aliado no Governo federal.
Historicamente em Mato Grosso do Sul, o PT mantém há anos uma rivalidade com o PMDB. No passado a disputa que mais provocou discursos acalorados entre os partidos foi durante a disputa pelo Governo do Estado, que envolveu os ex-governadores, André Puccinelli, do PMDB e Zeca do PT. Na época, Puccinelli saiu vitorioso e comandou por oito anos até passar o comando para Reinaldo Azambuja, do PSDB.
Por outro, no cenário nacional, o PT mantém uma forte rivalidade com o PSDB, esses foi um dos impedimentos que não permitiu uma aliança entre Reinaldo e o senador Delcídio do Amaral, em 2014. As executivas nacionais recusaram a aliança e o caso ainda teria chegado os ouvidos da presidente Dilma Rousseff, que vetou em definitivo a aliança no Estado. Na época, durante a pré-campanha, Dilma chegou a chamar o senador para uma conversa em Brasília, depois disso o namoro entre os partidos foi desfeito.
Conforme o atual presidente regional do PT, prefeito de Corumbá, Paulo Duarte, o partido por coerência teria que se filiar ao PMDB reproduzindo o que já ocorre em nível nacional. "Isso já foi discutido com a bancada e o papel dela é fazer oposição ao cumprimento do que já foi determinado. O partido precisa fazer o contraponto e ter uma opinião divergente. Seria estranho se todo mundo fosse junto com o partido".
Ao ser questionado sobre algumas correntes defender uma aliança com o atual governo, o presidente explicou que respeita a opinião. "Por isso, o partido chama partido por que possui várias correntes. Mas o óbvio é que o partido faça apoio com o PMDB, que seria uma aliança natural".
Durante agenda pública, o governador Reinaldo Azambuja, afirmou que está conversando com todos os partidos, porém, afirmou que para que a democracia ocorra é necessário que haja uma oxigenação por meio de partidos. "O PT é um partido que eu respeito bastante, mas para que haja a regência da democracia é necessário ter oxigênio para fazer a oposição, até mesmo para cobrar as ações feita pelo governo".
Sobre uma possível aliança com o PMDB, Reinaldo afirmou que está dialogando com os partidos. Os peemedebista possui a maior bancada na Assembleia Legislativa e embora o partido tenha apoiado Reinaldo durante as eleições, as relações entre os partidos está estremecida.
Eleição na ALMS - Um dos motivos que teria contribuído para estremecimento seria com relação ao apoio a mesa diretora com a nova eleição da Assembleia Legislativa. Durante a eleição, extra-oficialmente, uma das condições do PMDB para apoiar o PSDB seria que Reinaldo apoiasse a candidatura do presidente regional do deputado estadual Junior Mochi para a presidência da Casa de Leis, substituindo o atual presidente Jerson Domingos que segue para o Tribunal de Contas do Estado, como conselheiro.
Pelo que parece, o acordo não está fechado. Reinaldo informou que os parlamentares tem que buscar uma chapa consensual. Cinco deputados compõem a base de Reinaldo ao que tudo indica terá uma chapa única para disputar com Junior Mochi. "O Zé Teixeira (DEM) e Onevam de Matos já manifestaram interesse pela presidência, mas vamos conversar na próxima semana para discutirmos isso".
Se depender do deputado federal Zeca do PT, os deputados estaduais farão oposição ao PSDB e deverão apoiar Junior Mochi para a presidência. "A candidatura dele é uma alternativa e não vejo problema nisso e defendo a candidatura dele". Com isso, o PMDB que já tem maioria amplia ainda mais os votos para Mochi. A eleição acontece em fevereiro, logo após a volta do recesso parlamentar dos parlamentares.







