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Política

13/03/2015 08:34

Após protestos da cultura, vereador tenta retomar CPI da Folia

Aproveitando o impasse entre a prefeitura e a classe artística, o vereador Chiquinho Telles (PSD) tenta viabilizar, pela segunda vez, investigações sobre possíveis irregularidades nos contratos firmados pela Fundac (Fundação Municipal de Cultura). O objetivo é recolher assinaturas para a instauração da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Folia.

“A Câmara tem que fazer o papel dela. Vamos investigar profundamente as denúncias que chegaram. Antes tarde do que nunca até porque se somasse o superfaturamento nas contratações dos artistas nacionais a Fundac teria dinheiro para pagar os artistas”, declarou na sessão ordinária de ontem (12).

A iniciativa colabora com as reclamações da classe artística que culminaram no pedido de demissão de Juliana Zorzo da Fundac. Além do não pagamento de cachês por trabalhos realizados, o grupo reclama do não cumprimento do 1% para a cultura e atrasos nos repasses de R$ 4 milhões do Fmic (Fundo Municipal de Incentivo à Cultura) e do Programa Municipal de Fomento ao Teatro.

Segundo Chiquinho, o cantor Peninha foi contratado por R$ 47,5 mil durante a administração de Alcides Bernal (PP), sendo que o artista cobra, em média, R$ 20 mil. A mesma irregularidade teria acontecido na contratação do grupo Terrasamba, que recebeu R$ 231 mil para trazer produção e estrutura, sendo que a prefeitura já havia organizado o espaço. Enquanto isso, artistas regionais recebem cachês entre R$ 300 e R$ 1,2 mil.

O vereador alega também indícios de enriquecimento ilícito da empresa Eco Vida Prestadora de Serviços, empresa de plantio de grama. De acordo com ele, relatório apresentado pela Fundac ano passado mostra que a agência recebeu R$ 1,5 milhão em contratos com a prefeitura em um período de dois meses.

Até o momento, Chiquinho colheu as assinaturas de Carlão (PSB), Eduardo Romero (PT do B), José Chadid (Sem Partido), Thaís Helena (PT), Marcus Alex (PT) e Luiza Ribeiro (PPS). A expectativa é que Paulo Pedra (PDT) e Ayrton Araújo (PT) também assinem, faltando apenas mais um vereador para a abertura do inquérito.

Entretanto, o conflito de interesses pode prejudicar novas adesões. O requerimento abrange investigações desde a época de Nelsinho Trad (PMDB), incluindo as administrações dos ex-secretários de cultura Athayde Nery, Roberto Figueiredo, Maria de Fátima Ribeiro, Júlio Cabral e Juliana Zorzo. Por exemplo, o vereador Delei Pinheiro (PT do B) garantiu que assinaria, mas recuou ao ler o documento.

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