O vereador Alceu Bueno (PSL) declarou que deve acionar a Justiça para garantir a presidência da Comissão Permanente de Transporte e Trânsito, que até o momento tem como titular, o vereador Vanderlei Cabeludo, do PMDB, que já exerce a função há vários anos.
Bueno usou o microfone da Câmara Municipal para denunciar que sofreu pressão da Mesa Diretora e de vereadores antigos para que Cabeludo fosse o presidente. O caso despertou a irá do atual presidente da Casa de Leis, o peemedebista Mario Cesar, que se irritou e declarou que os cinco parlamentares designados para a Comissão não tiveram "competência" para definir os membros dentro do prazo. O desentendimento chamou a atenção dos demais parlamentares que pararam os seus a fazerem para acompanhar o "debate".
A comissão atualmente é formada pelos vereadores Alceu Bueno, Valderlei Cabeludo, Flávio César (PTdoB), Edson Shimabukuro (PTB) e Chiquinho Telles (PSD), que foi o pivô da mal-estar causado durante o desentendimento envolvendo o presidente da Casa de Leis.
Bueno afirmou que no dia 10 de fevereiro, havia passado uma lista entre os parlamentares da Comissão para decidir quem seria o presidente. Na ocasião, além dele próprio, Shimabukuro e Telles haviam assinado a lista que o nomeava presidente da Comissão. "Naquela ocasião eu tinha colocado o Vanderlei como vice, mas ele não quis. Então, eu coloquei o Chiquinho para ser o meu vice na Comissão".
O fato é que na mesma semana, na quinta-feira (12), Alceu Bueno não compareceu a sessão. Cabeludo, então, teria aproveitado a ausência do parlamentar para passar uma nova lista. O vereador teria o apoio de Flávio Cesar que junto com Cabeludo pressionaram Chiquinho Telles para assinar a nova lista.
"Chegaram até mim falando que o Alceu não seria mais o presidente e que quem assumiria seria o Cabeludo. De fato eu assinei a lista. Mas depois desta confusão, eu retirei a minha assinatura que tinha o Alceu como presidente e mantive a outra em que concede a Cabeludo ser o presidente da Casa", se defendeu Telles.
Após ouvir a reclamação de Alceu, o presidente Mario Cesar chegou a se irritar com as declarações feita por Alceu e negou houve pressão por parte da Mesa Diretora. "Eu apenas pedi que não houvesse interferência em nenhuma comissão. Fizemos um processo democrático e o mais transparente possível".
O presidente ainda afirmou que partidos que possuem maior bancada abriram mão para que os demais partidos pequenos tivessem mais representatividade na Casa de Leis. "O PMDB tem sete vereadores, o PT tem três, o PT do B mais três, nós abrimos mãos em função das prerrogativas regimentais para atender todos os partidos em todas as comissões. Não é o vossa excelência que vai falar isso pra mim agora. Se vocês não tiveram competência em cinco vereadores para escolher os seus membros, então façam reunião de maneira expressa sobre quem serão os seus membros seguindo o regimento".
Diante do chamamento feito pelo presidente Alceu se calou, mas depois informou à imprensa que irá recorrer a Justiça para assumir a presidência da Comissão. "Já estou pedindo a cópia da a reunião para requerer os meus direitos. O cara [Vanderlei] não pode se perpetuar no poder. Ele já vem de outras administrações e vou lutar pelo meu direito".
Mesmo após declarar que Chiquinho havia assinado duas vezes a lista. Com medo que houvesse um mal-entendido, o vereador correu para Chiquinho antes que a imprensa o questionasse sobre o assunto para se justificar sobre as suas declarações. Mas enquanto o parlamentar não recorre a Justiça, Vanderlei Cabeludo permanecesse como presidente da Comissão Permanente de Transporte e Trânsito da Câmara Municipal.







