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Política

Após suposta delação, Delcídio perde apoio e fica isolado no PT

05 março 2016 - 15h59Por Rodson Willyams e Izabela Sanchez

A suposta delação premiada feita pelo senador Delcídio do Amaral, do PT, um dia antes da condução coercitiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na sexta-feira (4), trouxe reflexos imediatos neste sábado (5). De acordo com integrantes da cúpula do partido em Mato Grosso do Sul, a partir de agora, o senador terá que se defender sozinho de todas as acusações. 

Para o deputado estadual Cabo Almi, as informações precisam ser confirmadas antes. "Vamos ver se a delação é verdade ou não". Mas ainda assim, segundo ele, não há como ficar ao lado de Delcídio. "Ele vai ter que se defender sozinho".


O líder do PT na Câmara Municipal, vereador Marcos Alex, disse 'esse é o melhor caminho'. "Ele tem o direito de se defender", afirmou, enquanto deixou claro que tal defesa não terá mais apoio do Partido dos Trabalhadores. 

Ex-governador e atual deputado federal Zeca do PT, foi um pouco mais cauteloso. "Há uma interrogação", afirmou em relação ao. E afirmou que, "por enquanto, nada foi provado". Rival histórico do senador na sigla, Zeca finalizou o assunto sem se colocar ao lado de Delcídio.

Repercussão nacional
Após ser supostamente citada no processo de investigação da Lava Jato pelo senador Delcídio do Amaral, Dilma afirmou que a 'tal delação, se chegou a ser feita", teria sido motivada pelo 'desejo de vingança' do parlamentar sul-mato-grossense, com o objetivo de atingir o seu governo.

O senador chegou a ser ex-braço direito da presidente, como líder do Governo no Senado, e se reunia todas as segundas-feiras com Dilma no Planalto. 

Segundo o Portal UOL, a presidente teria dito: "acredito ser lamentável que ocorra ilegalmente o vazamento de uma hipotética delação premiada que, se chegou a ser feita, teve como motivo único a tentativa de atingir a minha pessoa e o meu governo, provavelmente pelo desejo de vingança, pelo imoral e mesquinho desejo de vingança, e de retaliação de quem não defendeu quem não poderia ser defendido pelos atos que praticou".