Após ter sido traído durante a eleição da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, o deputado estadual Lídio Lopes (PEN) ameaça deixar o bloco parlamentar formado pelo PMDB, PDT e PEN. Com isso cria um racha na base de apoio ao governador Reinaldo Azambuja (PSDB). “Estou bem chateado. Vou repensar o meu mandato e se permaneço na base do governo”, disse Lídio.
Lídio Lopes afirmou que tinha um compromisso com o governador Reinaldo Azambuja e com o presidente da Assembleia Legislativa, Junior Mochi (PMDB) que assumiria a presidência da CCJ neste ano, como acordo por ter desistido de concorrer a cargo na mesa diretora do parlamento. "Havia um acordo com o governador (Reinaldo Azambuja) e da sua base, além do presidente da Assembleia, para que eu continuasse como presidente (CCJR) neste ano, mas não foi cumprido”, destacou Lopes.
Na eleição da presidência da comissão, o líder do bloco do PMDB, deputado Eduardo Rocha (PMDB) fez um acordo com o deputado Beto Pereira para que o deputado Renato Câmara votasse no nome de Beto para liderar a comissão.
Lídio afirmou que o descumprimento do acordo são resquícios das eleições do ano passado, pelo PSDB ter perdido as eleições em Campo Grande e Dourados. A esposa de Lídio Lopes, Adriane Lopes, é vice-prefeita em Campo Grande. “São resquícios das eleições por termos apoiados candidaturas que acabaram ganhando dos candidatos do Governo”, disparou.
O líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Rinaldo Modesto, afirmou que as declarações de Lídio foram no calor da emoção e acredita que continuara fazendo parte d abase de sustentação do governo. “Ele sempre esteve na nossa base e deve continuar, até porque o governo já demonstrou ser parceiro de Campo Grande, com ajuda e projetos em comum", afirmou Rinaldo.








