Arcebispo Metropolitano de Campo Grande, Dom Dimas Lara Barbosa, esclareceu fiéis católicos sobre o movimento ''Legendários''. Ele observou que o grupo não guarda relação alguma com a fé católica e chama a atenção por acidentes com mortes.
A manifestação do líder católico na Capital de MS veio, segundo o próprio, a partir de questionamentos feitos por membros da Santa Igreja na cidade. Primeiro, Dom Dimas explanou sobre a origem do movimento, que tem ganhado forte destaque no Brasil.
''Fundado em 2015 na Guatemala pelo pastor Chepe Putzu é um movimento de homens que busca restaurar o desenho original do homem: um líder que ama, honra e une". O lema 'AHU' — Amor, Honra e Unidade - sintetiza os valores promovidos pelo grupo'', escreveu a liderança.
Em outro trecho, Dimas cita que o Legendários promove e incentiva ''experiências imersivas de cunho espiritual não católico'' e cita mortes ao comentar sobre desafios físicos intensos e ao ar livre. Nesse ponto, Lara cita até nomes e contexto em que pessoas faleceram em acampamentos do grupo, sendo uma a do administrador Fábio Adriano Machado Cherini, em Rio Negro-MS.
''Embora esses casos não sejam conclusivos quanto aos riscos estruturais do programa, evidenciam a necessidade de cautela em atividades de alta exigência, mesmo quando supervisionadas por profissionais qualificados'', diz a nota.

Fábio passou mal e morreu em acampamento do Legendários em Rio Negro (Foto: redes sociais)
Influencers
Na visão de Dimas Lara, o Legendários trabalha fortemente a adesão de figuras públicas, de empresários, influenciadores digitais e personalidades do mundo evangélico protestante. O líder comentou também que a proposta espiritual não está em comunhão com o que ele chama de '''meios católicos ordinários de santificação e formação cristã'', entre outros.
''De modo que não se configura como expressão autêntica da espiritualidade católica'', alertou Barbosa. Por fim, o arcebispo pediu que a população não confunda o Legendários com os acampamentos Sênior, Juvenil, de Famílias, FAC, Mirim e outros, organizados por paróquias e lideranças católicas.
A nota é datada de 18 de julho deste ano e também assinada pelo padre Doutor Emilson José Bento, Chancelar do Arcebispado.







