O ex-deputado estadual Sérgio Assis pediu a desfiliação dos quadros do PSB em Mato Grosso do Sul. A informação foi confirmada pela presidente da sigla no estado, deputada federal Tereza Cristina (PSB). Com a saída espontânea, Assis escapa do processo de expulsão que já estava em andamento, a pedido do presidente nacional da legenda, Carlos Siqueira – ex-coordenador da campanha de Eduardo Campos.
Na tarde de quinta (23), o delegado da DPCA (Delegacia de Proteção à Crianças e ao Adolescentes), Paulo Sérgio Lauretto, revelou o envolvimento de Assis e do vereador Alceu Bueno (PSL) no esquema de exploração sexual de crianças e adolescentes que visava a extorsão de representantes públicos. Eles foram indiciados por praticar junção carnal com crianças e adolescentes. Leia mais clicando aqui.

De acordo com Tereza Cristina, Assis tomou a iniciativa de pedir a desfiliação na sexta-feira (24). “Ele pediu a desfiliação dele ontem. E já conversamos internamente também sobre o assunto. O que eu posso dizer é que sob o ponto de vista do partido, o assunto está encerrado”, frisou.
Questionada se houve algum atrito entre nos filiados e Sérgio Assis, devido as graves denúncias, Tereza negou, mas confirmou que o escândalo de exploração sexual de menores ganhou repercussão nacional, ao informar que o pedido para tomar providências a respeito do caso partiu do presidente nacional do PSB.
“Não houve atrito com os demais integrantes da legenda. Agora, nós fomos cobrados, a tomar uma providência aqui em Mato Grosso do Sul, pelo presidente nacional do partido, devido à gravidade do assunto. Íamos abrir a comissão processante, mas no fim, não precisou. Volto a dizer, sob o ponto de vista do partido o assunto está encerrado”, finalizou.
Indiciado por exploração sexual de menores
Na tarde de quinta o delegado Paulo Sérgio Lauretto, revelou o envolvimento de Assis e do vereador Alceu Bueno (PSL) no esquema de exploração sexual de crianças e adolescentes que visava a extorsão de representantes públicos. Leia mais clicando aqui.
O empresário Luciano Pageu, o cinegrafista, Fabiano Viana Otero, e o ex-vereador Robson Martins foram considerados responsáveis pelo aliciamento das jovens. O trio vai responder por exploração sexual de menores, conforme o Artigo 218 do Código Penal, por induzir adolescentes a cometer atos ilícitos, como dispõe de artigo 244 do Estatuto da Criança de do Adolescentes, e por extorsão. O grupo teve prisão preventiva decretada.
Assis e Bueno foram indiciados por praticar junção carnal com crianças e adolescentes. O crime foi comprovado por meio de vídeos gravados pelos próprios agenciadores. "As imagens denotam que eles estavam em situações intimas", confirmou o delgado.
O Artigo 218 pode render de quatro a dez anos de prisão, enquanto o 244, de um a quatro anos de reclusão. O destino das adolescentes ficará nas mãos da Deaij (Delegacia Especializada no Atendimento à Crianças e Adolescentes).







