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Política

09/09/2014 07:00

Ataques e incertezas em relação às denúncias esquentam a campanha

Nebulosas

Muita coisa que cerca estas eleições, são típicas das campanhas eleitorais. Infelizmente. Promessas vazias; repetir e repisar os mesmos temas; ataques desmedidos; denúncias fundamentadas, ou não; escamoteamento das propostas sem apresentar dados que tornem viáveis seus projetos etc.

 

Mas uma coisa foi além. Infelizmente o que atraiu o interesse de parte da população e a fará definir seu voto, ou tomar a decisão pela anulação, não vem dos debates, entrevistas ou programas eleitorais obrigatórios e gratuitos; vem das notícias veiculadas sobre mais um dos escândalos.

 

O sigilo das investigações, se é fundamental para a Justiça, torna-se perniciosa para a democracia.

 

Se a sociedade tem pouquíssima confiança nos políticos, com razões que são alimentadas diariamente por eles, não tem muito mais convicção na Justiça, nas leis, nos operadores desta justiça.

 

Parte dos depoimentos vieram à tona. Vazaram. Denúncias ganharam nomes, rostos, grupos que se interligam nos desvãos das casas legislativas enquanto demonstram oposição inconciliável em público.

 

Denúncias vazam porque os investigadores envolvidos sabem que esta é a única esperança de que a ilegalidade investigada não caia no esquecimento por entre os escaninhos da justiça. Depoimentos vazam para que, levados ao desespero da exposição pública, os envolvidos cometam erros.

 

No entanto há um outro e perigoso aspecto a ser considerado. Sem que todos os nomes sejam divulgados, quaisquer dos nomes podem estar envolvidos. Ou não.

 

Em Mato Grosso do Sul os candidatos esqueceram a campanha, os projetos, as promessas vazias, as promessas factíveis. O clima de tensão é tamanho que, para qualquer pergunta, vem uma reação. Se lhe dizem 'Bom Dia”, perguntam por quê?

 

O clima é tenso em MS

O senador Delcídio do Amaral está sob os holofotes da desconfiança desde há muito. Seu pecado? Haver dirigido uma das empresas do grupo Petrobras. Apenas isso até o momento. Se formos analisar as diversas denúncias que pesam sobre ele, veremos que são atos talvez até censuráveis, mas comuns e necessários no intrincado “mundo dos negócios”, principalmente quando envolvem contratos internacionais.

 

Reinaldo Azambuja foi citado por haver recebido dinheiro para a sua campanha de empresas ligadas ao criminoso esquema montado dentro da Petrobras, como se recebe dinheiro de um condenado já julgado.

 

Em um e outro caso, o que há, afinal? Qual a culpa de um outro candidato? 

 

Temos que avaliar minuciosamente seus currículos, pesar suas atitudes. Não devemos ou podemos prejulgar até que, sabe-se lá quando, a justiça finalize seu julgamento. 

 

Bastou

Mas a desconfiança é, por vezes, pior do que a certeza. “Não basta que a mulher de César seja honrada, é preciso que sequer seja suspeita”.

 

As Leis que “protegem” os políticos brasileiros e lhes permite foro privilegiado, diversas instâncias de julgamento e todas as demais proteções para que seus mandatos têm origem nos felizmente não eternos, mas infinitos anos de Ditadura Militar no Brasil.

 

Eram épocas em que bastava a denúncia, anônima que fosse, para que o parlamentar perdesse seu mandato. Daí para frente são conhecidos os descaminhos percorridos pro corpos e almas.

 

Com a redemocratização permitida pelos civis mandantes e anunciada pelos últimos generais de plantão na presidência da República, parlamentares que por diversos e justificados motivos não confiavam integralmente na palavra empenhada, viram a necessidade de salvaguardar o Congresso de eventual onda de novas e infundadas denúncias que colocariam em risco o projeto de redemocratização.

 

Se houve bônus, carregamos hoje o ônus desta redoma protetora. Exemplo claro é a Lei da Ficha Limpa que não permite à sociedade livrar-se dos políticos envolvidos em Crimes Comuns até que após julgados em todas as instâncias, com todos os privilegiados foros e quiçá, mesmo com a condenação Divina.

 

Mas a ameaça de denúncia tem o poder de imputar-lhes a perda da credibilidade.

 

Fim da campanha, início da guerra

Acabou a campanha. A discussão parece caminhar da diplomacia para o bordel. Os portões da fortaleza sitiada se abriram e a batalha teve início. Não podemos diferenciar uma tropa da outra.

 

Delcídio e Reinaldo querem o espólio dos que já estão vencidos. Aquele que conquistar este espólio se sagrará vencedor. Vale tudo numa guerra. Vale alimentar o “segredo de justiça” e transformá-lo em arma.

 

Quem diria, a Petrobras que alavancou a popularidade de um governo, que elevou o Brasil perante o mundo, que congregou uma Nação na campanha “O Petróleo é Nosso”, que durante anos, quando pouco se tinha para nos orgulhar, foi nosso orgulho, sacode agora a democracia e reacende em nós a esperança que ela se faça forte.

 

O que era certeza, é dúvida. Nós percebemos. E os candidatos, quando perceberão? Se não devem, não têm o que temer.

 

 

 

 

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