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domingo, 23 de janeiro de 2022 Campo Grande/MS
Política

Auditoria de Reinaldo apontou desvios em obra e motivou força-tarefa

11 novembro 2015 - 07h00Por Diana Christie

As obras da recuperação da MS-228, alvo da força-tarefa do MPE (Ministério Público Estadual) que resultou na prisão de nove pessoas na manhã de ontem (10), foram investigadas em auditoria capitaneada pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB). O trabalho foi divulgado no mês passado, com exclusividade pelo TopMídiaNews.

Segundo o relatório apresentado pela equipe técnica do Governo, as empreiteiras Provias e Proteco Engenharia Ltda., do empreiteiro João Amorim, foram contratadas durante a administração de André Puccinelli (PMDB) para executar uma obra de R$ 4,9 milhões, mas só investiram cerca de R$ 2 milhões.

O desvio de R$ 2,9 milhões deveria ser usado na recuperação da faixa de rolamento da rodovia, com aplicação de revestimento primário e implantação de dispositivos de drenagens, numa extensão de 42 quilômetros, entre a MS-427 e o vazamento do Castelo, em Corumbá.

Conforme as investigações, o rombo total seria de R$11,8 milhões, considerando serviços que não foram realizados também em outras duas rodovias estaduais. Somente para a reestruturação do leito estradal da MS-184, realizado pela Provias Engenharia Ltda., a diferença seria de R$ 6,2 milhões.

Enquanto o Governo pagou R$ 7,8 milhões pela obra, uma segunda avaliação técnica prevê que a empresa teria efetivamente investido apenas R$ 1,5 milhão na melhoria do trecho da MS-180, que tem 50 quilômetros e liga a BR-162 à MS-228.


Em outro suposto desvio, eram previstos praticamente 95 m³ de cascalhamento para a MS-171, porém menos de 22 m³ foram realizados, e R$ 4,3 milhões ‘sumiram’ dos cofres estaduais. Em outro trecho, a Proteco deveria realizar 90 quilômetros de cascalhamento, mas só executou 63 deles.

Neste caso a medição foi de R$ 4,5 milhões, as a empresa só deveria receber R$ 1,8 milhões, logo, o prejuízo chega a R$ 2,6 milhões.