O prefeito Gilmar Olarte (PP) declarou nesta manhã que ainda não se reuniu com representantes do Consórcio Guaicurus para discutir o reajuste na tarifa de transporte urbano de Campo Grande, mas entende que manter o congelamento da passagem ou elevá-la até os R$ 2,85 pretendidos pelos vereadores está fora de questão.
A redução no valor da tarifa durante a gestão de Alcides Bernal (PP), foi possível por meio da isenção de impostos, segundo Olarte, foi feita de forma errada e apenas por hipocrisia.
O engenheiro Jean Saliba, declarou nesta semana que ainda não tinha se reunido com representantes do Consórcio Gauicurus (explora o serviço de transporte coletivo em Campo Grande) para tratar sobre o aumento do valor da tarifa, atualmente em R$ 2,70, mas desde já acredita que qualquer que seja o valor fixado, deverá ficar em R$ 3,00 valor mínimo para pagar os custos das empresas.
As discussões a respeito do reajuste da tarifa deveriam estar em pleno andamento, mas assim como outras providências necessárias, está sendo protelada pelo atual prefeito. “Tudo posso naquele que me fortalece” (Filipenses 4.13), é um dos versículos mais analisados, exatamente porque os cristãos costumam e gostam de empregá-lo para suas atividades mundanas. Olarte ainda conta com o apoio da maioria dos vereadores da Capital, mas tem sido cada vez mais contestado.
Alguns dos vereadores já se posicionaram a respeito do reajuste dos transportes e são claros ao dizer que não aceitarão nada além de R$ 2,85 como novo valor. Mas, de qualquer forma, parece que não houve, até o momento, qualquer interesse em solicitar ou, se já recebida, verificar a planilha de custos que embasam os reajustes.
Dois motivos devem motivar acaloradas discussões em relação as mudanças das tarifas na Câmara Municipal de Campo Grande: o primeiro será em torno do desgaste sucessivo a que aquela Casa está exposta em função da gestão temerária de Gilmar Olarte, outro tem raízes mais profundas, uma vez que após intensas discussões, os vereadores acatam o que foi proposto com uma série de justificativas. Era assim desde a época em que o responsável pela Agência de Regulação, Rudel Trindade, fazia parte da administração Nelsinho Trad (PMDB).







