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Azambuja acredita em resposta 'ágil' no caso Paulo Corrêa e Felipe Orro

O governador afirmou que as instituições estão empenhadas em investigar o caso

10 NOV 2016
Dany Nascimento
11h31min
Foto: Geovanni Gomes

O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) confirmou que teve uma conversa com o presidente da ALMS (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul), deputado estadual Junior Mochi (PMDB), após a divulgação do áudio em que o deputado estadual Paulo Corrêa (PR) orienta o colega de parlamento, deputado Felipe Orro (PSDB) a colocar folha de frequência no gabinete e até mesmo, utilizar um ponto 'fictício', na tentativa de burlar possíveis matérias jornalísticas que poderiam ser publicadas sobre o caso. 

Azambuja acredita que dentro dos próximos dias, deve ser divulgada a apuração de todas as denúncias. "Conversei com presidente da assembleia e o caso esta na corregedoria, existe uma denúncia por grampo ilegal, que está na Polícia especializada em Defraudações, e junto a isso, o Ministério Público Estadual está abrindo inquérito para apurar essas demandas, as instituições estão funcionando com seu regramento. Eu tenho certeza que nos próximos dias teremos a apuração de tudo que foi denunciado, que foi falado para ter a apuração do que realmente aconteceu".

Em resposta as afirmações do governador, o Corregedor-Geral, deputado estadual Maurício Picarelli (PSDB) disse que recebeu a defesa prévia dos dois parlamentares e pediu ao denunciante para ser ouvido no dia 18 de novembro. "Recebi a defesa prévia dos deputados, fiz o convite para ouvir o denunciante , vou ouvir testemunhas e ouvir o deputado estadual Zé Teixeira, que foi citado na intercepção telefônica e parece que recebeu uma visita do pastor Jairo, que é o dono do celular". 

Questionado sobre o prazo para ter um parecer, Picarreli destaca que não existe prazo, mas trabalha com agilidade para acelerar o caso. "Não tem um prazo, mas estamos trabalhando com agilidade e com certeza, teremos uma resposta o mais rápido possível".

Interceptação telefônica

Durante a conversa, Paulo Corrêa se demonstra preocupado com uma série de reportagens sendo realizadas pelas Assembleias Legislativas de todo o Brasil sobre supostos funcionários fantasmas. “Presta atenção. Não tem ninguém do seu lado? Vou falar com calma para você. Você está sabendo o que está sendo feito? Estão entrando nas Assembleias do Brasil inteiro. Onde ela pega você. Você e eu temos bastante. Você sabe o que eu e você temos mais do que os outros”, destacou Corrêa.

O parlamentar continua e orienta Felipe Orro a fazer uma folha com o controle de frequência de todos os servidores, incluindo os comissionados que ficam nas cidades onde os parlamentares possuem base eleitoral. “Coloca um controle de ponto. Mesmo que seja fictício. Pega seu chefe de gabinete e manda agir. Todo o dia as pessoas têm que assinar o ponto até passar esse rolo ai”, afirmou.

Paulo Corrêa acusa o primeiro secretário da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, Zé Teixeira (DEM) de estar espalhando informações sobre os servidores da Casa de Leis. “Quem está falando mais que a boca é o Zé Teixeira. Eu não posso acusar ainda porque não tenho prova. Mas Desde o início ele diz que a gente tem mais do que precisa. É uma conquista nossa”, disse.

Corrêa volta a pedir para Felipe Orro tomar cuidado com a frequência de seus comissionados. “Agora temos que tomar muito cuidado. Onde está o seu rabo? Está ai. Pega desde o dia 15 de fevereiro e manda todo mundo assinar. Vamos dizer que você tem vinte da cota normal e tem mais vinte. Faz os 40 assinar. Assina o ponto. Deixa sempre no dia anterior assiando. Quando pedirem ‘Cade o controle de ponto’. Você apresenta e diz que estão na base, mas a frequência esta aqui”, orienta Paulo Corrêa.

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