Na tentativa de evitar uma paralisação, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) voltou atrás e encaminhou a professores da Rede Estadual uma proposta de reajuste. A categoria se reúne em assembleia para definir, no final do dia, se aceita o acordo proposto pelo Estado ou se segue com indicativo de greve. O governo ofereceu 4,37% de reajuste imediato e complementação em janeiro, referente ao Piso Nacional e em outubro para cumprir a integralização.
No inicio do ano, os professores tiveram 13,01% de reajuste do Piso Salarial Nacional, conforme determinou o Ministério da Educação. Em MS além deste reajuste, os professores deveria obter mais 10,98% que estão garantidos na Lei Estadual n° 4.464, de 19 de Dezembro de 2013, que visa sobre a implantação do piso por 20 horas no Estado, como determina o Plano Nacional de Educação, porém o atual Governo, não concedeu o reajuste até então.
De acordo com o presidente da Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (FETEMS), Roberto Botareli, as negociações não estão sendo fáceis. "Estamos em um processo longo de negociação, que já resultou em mobilização, no dia 14, lá obtivemos uma vitória da retirada da Assembleia Legislativa, por parte do Governo, do Projeto de Lei que alterava as eleições diretas para diretores da Rede Estadual e agora estamos no impasse da política de valorização. Após várias reuniões exaustivas chegamos a esse cenário e dependerá agora da decisão final da nossa categoria", afirma em nota.
Além disso, o Governo aceitou, após solicitação da Federação, incorporar essa legislação a Lei Complementar 0087/2000, que é o Estatuto dos Profissionais da Educação Básica de Mato Grosso do Sul, pois dessa maneira só poderá haver alteração se 16 deputados da Assembleia Legislativa votarem a favor, diferentemente da Lei Ordinária, que é o caso da Lei Estadual n° 4.464/2013, que com 13 votos dos parlamentares pode haver modificações.







