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Política

11/02/2015 13:37

Base aliada blinda empresas de tapa-buraco, mas CPI deve ser aberta

Tapa-buracos

Os vereadores da situação rejeitaram quatro requerimentos que tinha como alvo empresas de tapa-buracos. A negativa de grande parte do parlamentares fez com que os vereadores Chiquinho Telles, do PSD, e José Chadid, sem partido, assinassem o pedido para abertura da CPI (Comissão Parlamentares de Inquérito) dos Tapa-Buracos. Com isso, a oposição fica próximo de completar 10 votos para investigar irregularidades que envolvem diretamente a administração do prefeito Gilmar Olarte, do PP.

Segundo Telles, a atitude dos demais parlamentares de dificultarem o acesso à informação levanta suspeita em relação ao serviços prestados. "Querer travar esse requerimentos (pedindo explicações), isto não soa bem. Não dá para entender porque eles não querem assinar. Acho que deve ser medo do líder. Não quiseram passar esses requerimentos considerados tão importantes, mas será que o secretário [Valtemir de Brito] vai responder a tudo que foi solicitado?".

Para José Chadid, todas as alternativas apresentadas pela Câmara foram esgotadas e não vê outro caminho senão a CPI. "Fui o oitavo a assinar. É um direito da Câmara obter respostas, de fiscalizar e todas as alternativas com esgotadas diante da rejeição dos requerimentos. Não vejo outro caminho senão a abertura da CPI e espero que mais colegas assinem o documento".

Projetos rejeitados - Dos quatro, três são de autoria da vereadora Luiza Ribeiro, do PPS. Dois foram unidos e votados em grupo, sendo rejeitados por 13 votos, contra a 11 a favor. Nestes requerimentos, a parlamentar solicitava os processos, contratos, aditivos e pagamentos de 11 empresas que cuidavam de diversas obras.  

As empresas que acabaram sendo blindadas pelos vereadores da situação são: Proteco Construções Ltda.; LD Construções Ltad.; DMP Construções Ltda.; Provia Engenharia Ltda.; Luca Assessoria Empresarial Ltda. e Construtora Alvorada Ltda. Na relação ainda estão as empresas que prestam serviços de tapa-buracos: Asaltec Tecnologia em Asfalto Ltda., Gradual Engenharia Consultoria Ltda., JW serviços e Construções Ltda., Pavitec Construtora Ltda.

A última é a Selco Engenharia Ltda., pivô do escândalo e que teve o contrato suspenso pela prefeitura após operários terem sido flagrados em vídeo tampando buracos fantasmas.  A empresa mantinha contrato anual de R$ 5,918 milhões com a prefeitura. A partir dela é que o caso veio à tona. Porém, até hoje a tal suspensão não foi publicada no Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande)

Já o terceiro requerimento solicitava os recursos gastos pelo município desde o ano de 2010, até 2014, mostrando os processos administrativos onde constam documentos de licitações para contratação de serviços de manutenção preventiva e corretiva de vias urbanas tapa buraco, de revestimento primário de meio fio, sarjetas e boca de lobo.

"A gente precisa ter mecanismos de informação e a gente duvida que o Valtemir vai enviar as informações que foram solicitada a ele no dia da reunião", comentou a parlamentar.

O último processo é da vereadora petista Thais Helena. "Esse requerimento foi antes do tapa-buraco fantasma. Eu solicitei cópias de contratos desde de setembro que não são as mesmas solicitações que eu pedi ao Valtermir. As que eu pedi a ele são de controle, organização e de execução. Mas eu duvido que ele venha aqui", finalizou.  

O requerimento solicitava os gastos com o tapa-buracos desde de 2014 informando sobre os quais bairros e ruas foram atendidas, de mês a mês e com data de execução, além das cópias dos empenhos de contrato e aditivos.

Com isso, os todos foram rejeitados serviu para abrir mais uma disputa dentro da Câmara Municipal de Campo Grande. Eduardo Romero e Otávio Trad, ambos do PTdoB, Paulo Siufi, do PMDB e Carlos Augusto, o Carlão estão entre os parlamentares que pode assinar o requerimento e dar início às investigações. 

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