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Base se movimenta e oposição permanece em cima do muro

Comissão

10 MAR 2014
Marcelo Villalba
11h00min
Foto: Geovanni Gomes

Enquanto o prefeito Alcides Bernal (PP) se mantém  em inércia, nos bastidores a repercussão sobre o possível julgamento  faz vereadores manifestarem suas opiniões mais claramente sobre o destino das votações da Comissão Processante (CP).


O vereador Waldeci Chocolate (PP), que começou o ano enfrentando na justiça o chefe do Executivo, para permanecer no partido após votar na abertura do processo de cassação, não mudou seu posicionamento a respeito do que é melhor para a cidade. "Vou votar de acordo com que a população necessita. Não tenho lado nem oposição, e nem do Prefeito, mas sim ao lado do povo", comenta.


Já a base, vem  se mobilizando para que não haja o que estão chamando de "Golpe" na administração de Alcides Bernal.   A vereadora Luiza Ribeiro (PPS), se revoltou com a ida do vereador Mario Cesar (PMDB) na passeata a favor do prefeito, realizada pelas secretárias ontem (9), expondo mais uma vez sua revolta contra a oposição.


O seu colega vereador Paulo Pedra (PDT) em contra partida, se equivocou em dizer que a Câmara está sofrendo um golpe, até onde se lê o "golpe" dito pela base aliada, seria aquele que a oposição estaria tentando fazer.   "Meu voto ja esta definido, sou contra o golpe que querem dar na Camara Municipal [...]", mas em seguida se restabeleceu dizendo que não há comprovação nenhuma das irregularidades da administração do prefeito.


"[...] não existe comprovação nenhuma de irregularidades da administração do Prefeito Bernal, que já foi sentenciado pelo Juiz de Direito Difusos, inocentando o Prefeito", afirma.


Por sua vez, o vereador Alex do PT, mais calmamente vem pedindo reflexão para o povo e para os colegas de trabalho. "Não me importa se ele tem 1, 9, 10 votos, 16 votos, me importa é analisar se o que estão fazendo contra o seu mandato é justo, legal e legitimo. Será que somente um determinado grupo pode governar a nossa cidade? e a democracia como fica?", questiona.


Mas o mistério entorno dos nomes que possam compor o esquadrão de "salvação" do prefeito é grande. Os votos certos são Zeca do PT, Marcos Alex, Ayrton Araújo, Luiza, Paulo Pedra (PDT), Gilmar da Cruz (PRB) e Cazuza (PP).


Por outro lado a oposição se mantém, calma e unida sem retaliações apenas esperando para o tão sonhado dia D (quarta-feira 12 de março).  A vereadora Carla Stephanini (PMDB) disse que seu partido permanece unido, que todos votam de comum acordo com as necessidades da população e que não vão permitir que a administração afunde a cidade. “Temos a bancada unida, o entendimento é que as infrações políticas administrativas são graves”.


Os vereadores esperam uma multidão para o dia da leitura do relatório, como nas outras tentativas de cassação.


Enquanto todos se manifestam em sua defesa, o chefe do Executivo, simplesmente permanece em silêncio, trancafiado em alguma cápsula, ganhando mais tempo para que possa adiar o julgamento de quarta-feira (12).   


Mas a sessão não poderá ser marcada, sem um aceite que é uma assinatura emitida dizendo que recebeu ou aceitou e concorda com o documento, pois deve ser obedecido o prazo legal de 24 horas de antecedência para que Bernal prepare sua defesa.


Nas Ruas - "Contra o Golpe" as secretarias da Prefeitura de Campo Grande, foram as ruas na manhã deste domingo (9), tentar mobilizar a população de um dos bairros mais populosos da Capital, as Moreninhas, já que o prefeito Bernal (PP) está em viagem sem destino divulgado. Munidas de panfletos e camisetas  "Mulher em Ação", a tropa de choque de Bernal tentavam sensibilizar quem passava pela feira livre do bairro. 


Na "tropa" foram as secretárias da Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Campo Grande (Agereg), Ritva Vieira, e da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Turismo e Agronegócio (Sedesc), Dharleng Campos de Oliveira, e da Secretaria Pública das Mulheres. 

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