Acaba de entrar na sede do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), que organizou hoje (03) mais um dia de depoimentos para a Operação Coffee Break, o ex-secretário de Planejamento e Finanças, Wanderlei Ben Hur da Silva. Ele esteve à frente da pasta na época em que Alcides Bernal (PP) assumiu a prefeitura de Campo Grande e é suspeito de envolvimento em um suposto esquema que resultou no afastamento do pepista na administração da cidade.
Na chegada ao local, o ex-secretário falou com a imprensa e justificou estar entre os nomes investigados como uma “má interpretação”. “A imprensa deturpou os áudios grampeados [de telefonemas com o empresário João Amorim], vim aqui só esclarecer isso. Na realidade, aquilo se tratava de uma tentativa de aproximar o prefeito aos empresários, a pedido do Mario Cesar (PMDB)”.
Segundo ele, as ligações serviriam para criar um contato entre o prefeito e o empresário, pois “esse tipo de relação é importante. Eu mesmo, que estava em um cargo político, sabia que tinha que ter contato com todos, sindicatos, empresas, agentes públicos, nunca tive timidez porque era obrigado a ter essa relação aberta”, disse Ben Hur. O ex-secretário justificou que as falas suspeitas seriam apenas um tipo de “ponte” que auxiliaria o relacionamento de Bernal com outros grupos, já que considera que o mesmo tinha falta de diálogo no início da gestão.
Ben Hur ainda afirmou que, em suas idas à Câmara, ouvia falar de uma suposta tentativa de retirar Bernal de cena, mas que isso não teria de fato ocorrido de forma irregular, mas sim, "inevitável".







