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sexta, 21 de janeiro de 2022 Campo Grande/MS
Política

Bernal lista projetos e João Rocha garante ‘análise técnica’ de pedidos

01 dezembro 2015 - 10h47Por Diana Christie e Rodson Willyams

A reunião entre o prefeito Alcides Bernal (PP) e o presidente da Câmara Municipal, vereador João Rocha (PSDB), na manhã de hoje (1º) terminou com muitas promessas e poucas garantias, mantendo o clima de tensão entre os dois poderes.

Enquanto o chefe do Executivo listou projetos de reforma fiscal e planejamento das finanças, o representante dos parlamentares manteve o tom de cautela e garantiu analisar tecnicamente as propostas para garantir o "melhor para Campo Grande".

Segundo Bernal, foram discutidos quatro projetos. Entre eles, a reforma do ISS (Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza), a implantação do PPI (Programa de Pagamento Incentivado), que facilita a renegociação de dívidas com a prefeitura, e a redução no valor mínimo de ajuizamento de ações.

O pepista explica que analisa a possibilidade de reduzir as ações judiciais de cobrança impetradas pela prefeitura. Conforme ele, o município é obrigado, por lei, a ingressar na Justiça para cobrar dívidas a partir de R$ 500, no entanto as custas do processo ultrapassaram R$ 4 mil, causando prejuízos aos cofres públicos. “Não compensa”, enfatiza.

Representando a Câmara Municipal, João Rocha preferiu não realizar compromissos com a aprovação das propostas, mas prometeu se reunir com vereadores para chegar a um entendimento. “Vamos realmente nos juntar para tentar fazer a fluidez, mas para ter fluidez precisa destravar a pauta. Mas para que seja feito isso, precisa que sejam feitos estudos técnicos”, completou. 

Prevendo as dificuldades, Bernal então acrescentou que responderá às solicitações e requerimentos dos vereadores para que eles destravem a pauta. Ainda assim, o clima de tensão continua, principalmente com as trocas de acusações entre os membros dos dois poderes.

Logo na entrada, Bernal garantiu que estava preparado para o diálogo, mas voltou a ressaltar a teoria de novo 'golpe político'. Do outro lado, João Rocha evita fazer declarações polêmicas, mas é o próximo na linha de sucessão em uma eventual queda de Bernal e favorito em possível eleição indireta. Nestas  condições, é acusado pelos adversários de ser o principal beneficiado com o fracasso progressista.