Somados os votos contrários ao prefeito, segundo conta dos opositores, com os votos favoráveis ao prefeito, da soma da base de apoio, mais os indecisos, a conta não fecha pois apontam números que vão além dos 29 vereadores da Câmara Municipal de Campo Grande.
Ao prefeito Alcides Bernal resta a esperança de conquistar para si os poucos indecisos que farão a balança pender e definir o lado vencedor: a base que ainda assim será minoria, ou a oposição que ganhará a força de um trator.
Toda a expectativa gira em torno de dois eixos: primeiro, a presença do prefeito na Câmara, para fazer sua própria defesa; segundo, os argumentos dessa defesa.
Nas contas apresentadas pela oposição, 20 votos estão fechados pela cassação do prefeito Alcides Bernal. Compõem a lista os vereadores Vanderlei Cabeludo, Carla Stephanini, Edil Albuquerque, Paulo Siufi e Mario Cesar (presidente da Casa), do PMDB; Coringa, Chiquinho Telles e Delei Pinheiro, do PSD; Professor João Rocha e Rose Modesto, do PSDB; Grazielle Machado e Dr. Jamal, do PR; Flávio César, Eduardo Romero e Otávio Trad, do PTdoB; Juliana Zorzo, PSC; Elizeu Dionízio, SDD; Alceu Bueno, PSL, Carlão, PSB; Airton Saraiva, DEM e Waldecy Chocolate, PP.
Na lista dos vereadores da base do prefeito, são nomes certos os vereadores do PT, Zeca, Alex e Ayrton; do PPS, Luiza Ribeiro; do PP, Cazuza, do PRB, Gilmar da Cruz; e do PDT, Paulo Pedra.
Fechada a conta, percebe-se nas conversas que rondam os gabinetes que, ao menos seis vereadores estão, na verdade, indecisos. São eles Dr. Jamal (PR), que tem sido atendido nas nomeações que fez ao prefeito; Juliana Zorzo (PSC), mesmo partido do articular político e secretário Municipal de Governo e Relações Institucionais (Segov) de Campo Grande; Alceu Bueno (PSL), que não acredita nas promessas feitas agora pela oposição ao prefeito, que nunca o atendeu enquanto situação; Carlão (PSB), que vem recebendo menor número de votos a cada eleição, apoiou Giroto(PMDB) nas eleições 2012 e não pretende ter sua imagem vinculada com a derrota do prefeito que obteve mais de 270 mil votos; e os peessedebistas Professor João Rocha e Rose Modesto, que pretendem decidir o voto somente após avaliar os argumentos de defesa apresentada pelo prefeito.
Eduardo Romero (PTdoB) não é voto fechado para a oposição, pois começa a se rebelar com as censuras impostas a diversos posicionamentos que pretendia ter na condução do seu mandato.
Resta, então, ao prefeito Alcides Bernal acabar com o atraso de 15 meses em que evitou o diálogo entre os poderes. Para governar de fato e não amparado em liminares do Poder Judiciário, basta provar que não houve ilicitude nos seus atos e, mais do que prometer, se comprometer a respeitar o Poder Legislativo. Dessa forma, se os seus argumentos forem suficiente para convencer os indecisos, haverá de fato um Poder Executivo em Campo Grande.







