O presidente Jair Bolsonaro agiu de forma ríspida, nesta sexta-feira (20), depois se ser questionado pelos jornalistas na saída do Palácio da Alvorada sobre as investigações que atingem seu filho, o senador Flávio Bolsonaro quando era deputado estadual.
“Você tem uma cara de homossexual terrível. Nem por isso eu te acuso de ser homossexual. Se bem que não é crime ser homossexual”, disse Bolsonaro ao ser questionado por um repórter.
Ainda em tom grosseiro, Bolsonaro acusou o Ministério Público de proteger o governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), e afirmou que “pelo que parece” uma filha de Itabaiana é funcionária “fantasma” no governo do Estado.
“Você já viu o MP do Estado do Rio de Janeiro investigar qualquer pessoa, qualquer corrupção, qualquer gente pública do Estado? E olha que o Estado mais corrupto do Brasil é o Rio de Janeiro. Vocês já viram? Vocês já perguntaram pro governador Witzel porque a filha do juiz Itabaiana está empregada com ele? Já perguntaram? Pelo que parece, não vou atestar aqui, é fantasma. Já foram em cima do MP (para) ver se vai investigar o Witzel?.”
Conforme o site Istoé, Bolsonaro insinuou que há conluio entre Witzel e a mídia para prejudicá-lo. A ideia, segundo Bolsonaro, seria favorecer campanha do governador para disputar o Planalto em 2022.
“Estavam acertados diálogos entre bandidos do Rio de Janeiro citando meu nome. ‘Ele vinha aqui, buscar dinheiro, agora não vem mais. ’ Esses são os diálogos. Ia ser colocado na Globo à noite, exclusividade, como eu ia me justificar?”, disse Bolsonaro. “O governador (Wizel) quer ser presidente, e é direito dele ser presidente, mas não nesse jogo sujo que está aí”, declarou.








