A gestão Adriane Lopes (PP) mergulhou Campo Grande em um cenário de "crise dupla" nesta terça-feira (3). Em uma manhã caótica na Câmara Municipal, a urgência de evitar uma greve geral na Educação Infantil atropelou a pauta fiscal, prejudicando diretamente o contribuinte que aguarda uma solução para a polêmica Taxa do Lixo, que provocou o 'tarifaço' do IPTU.
Vereadores decidiram retirar da ordem do dia a votação do veto da prefeita ao projeto que barrava o aumento da taxa. A medida, longe de ser uma derrota política imediata para o Executivo, que ganha tempo com a manutenção do veto, é um balde de água fria na população.
O objetivo da votação era justamente derrubar o veto de Adriane para suspender o decreto municipal (nº 16.402/2025), que reclassificou imóveis e inflou a cobrança, em alguns casos, com aumentos superando os 400%.
Ao adiar essa decisão para focar no incêndio da Educação, a Câmara expõe a gravidade do momento: não há espaço na agenda política para resolver dois problemas criados pela gestão ao mesmo tempo.
O dilema da Taxa do Lixo
Para o campo-grandense, a retirada de pauta significa que a cobrança majorada continua valendo. O projeto de lei, aprovado anteriormente pelos vereadores e vetado por Adriane, tentava retomar os critérios de cálculo de 2018, anulando a "canetada" da prefeita que pesou no bolso no início de 2026. A expectativa era de que o veto fosse derrubado hoje, trazendo alívio imediato. Agora, o contribuinte segue refém da indefinição enquanto a cidade lida com o risco de colapso escolar.
A pauta foi "atropelada" porque a situação nas EMEIs (Escolas Municipais de Educação Infantil) atingiu o limite. Com indicativo de greve aprovado para o dia 9, data de início das aulas, vereadores de oposição e até da base aliada priorizaram o debate para evitar que as crianças da educação infantil fiquem sem aula.
A expectativa é que a taxa de lixo seja analisada novamente apenas no dia 10, conforme anúncio do vereador Papy (PSDB).







