Os vereadores da Câmara municipal de Campo Grande, aprovaram nesta quarta-feira (10), o Orçamento Municipal para 2015. Em primeira votação foi aprovado em Plenário o Projeto de Lei n° 7.841/14, que estima a receita e fixa a despesa do município de Campo Grande para o exercício financeiro de 2015.
O projeto para o orçamento está na casa dos R$ 3,6 bilhões. Há, ainda, pedido, por parte da Prefeitura, de aumento no teto de suplementação, hoje de 5%, para 30%, porém os vereadores derrubaram o pedido de Olarte e aprovaram a suplementação para 2015 em 5%.
O vereador Carlão (PSB) tentou até coletar assinaturas dos vereadores para apresentar uma nova emenda que prevê a suplementação de 10%. “Acredito que 5% é pouco e 30% é muito. O prefeito deve ter autonomia para trabalhar, por isso a ideia é uma proposta que atenda os todos os lados”, ponderou. Por estar fora do prazo, o parlamentar precisava das assinaturas de um terço dos vereadores para apresentar a nova emenda, além da aprovação da comissão permanente de orçamento, fato que não aconteceu.
Para o orçamento, foi estabelecido limite de três emendas por vereador, sendo que duas devem ser as previstas para execução e uma no valor de R$ 1 milhão, conforme o vereador Flávio Cesar (PT do B), presidente da Comissão da Lei Orçamentária e relator do projeto.
A vereadora Taís Helena (PT) é uma dos parlamentares que mais criticam a gestão municipal de Olarte. Segundo ela, que fez uma comparação com o plano 2014, os documentos apresentados para aprovação destacam-se algumas prioridades e se esquecem de áreas importantes como educação e cultura.

“O orçamento da cultura para 2014, por exemplo, era de R$ 33 milhões, para o próximo ano de 2015 o prefeito nos apresentou um orçamento de R$ 19 milhões, ou seja, perdemos R$ 14 milhões”, criticou a petista.
Outras secretárias também tem um futuro nada promissor, é o caso Funesp (Fundação Municipal de Esporte) que perdeu R$ 2 milhões e 900 mil reais. Outra pasta importante e que gerou até motivo de greve, no caso a secretária municipal de educação, foi apresentado aos vereadores uma perda de R$ 21 milhões de reais, comparado ao ano anterior. A Agência Municipal de Habitação de Campo Grande, Emha perdeu R$ 2,5 milhões de reais.
Em contrapartida outras secretárias foram vistas com “bons olhos’’ pelo prefeito Gilmar Olarte, no caso uma boa ampliação orçamentária, como a saúde em R$ 41 milhões, e a de obras com R$ 70 milhões, além da Segov que ficou com R$ 21 milhões.
“Será que esses R$ 70 milhões serão aplicados para o tapa buraco do prefeito?” , questionou a vereadora. A vereadora criticou a atual gestão de Olarte. “O prefeito não quer investir nos pilares básicos, no caso a educação, cultura, e o esporte que são setores importantes para a cidade pois tira as crianças das ruas e principalmente das drogas”, disse Taís Helena.
Para o vereador Edil Albuquerque (PMDB), líder do prefeito na Câmara, agora Campo Grande vai começar a ‘’andar’’. “Agora Olarte vai poder realmente fazer a sua administração própria, pois a desse ano o orçamento aprovado era da gestão do ex-prefeito cassado Alcides Bernal (PP)”, comemorou Edil.








