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Bernal está consumindo 'poupança' do município, dispara Pedrossian Neto

Para novo titular da Seplanfic, a situação econômica da Capital é difícil e requer austeridade

16 DEZ 2016
Rodson Willyams
13h27min
Foto: Geovanni Gomes

O economista Pedro Pedrossian Neto, que assume, a partir de janeiro, a Secretaria Municipal de Planejamento, Finanças e Controle (Seplanfic), afirmou que o prefeito eleito, Marquinhos Trad, do PSD, terá que utilizar medidas austeras como cortes de comissionados, para que consiga reverter a situação financeira de Campo Grande e possa retomar o crescimento. Segundo ele, Alcides Bernal, do PP, está consumindo a 'poupança' financeira do município.

Em 2015, a prefeitura possuía um déficit de R$ 216 milhões, incluindo restos a pagar, conforme o futuro titular da Sepanflic. Neste ano, o déficit gira em torno de R$ 25 a R$ 30 milhões, por mês. Porém, a arrecadação do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) seria um recurso que auxiliaria a prefeitura o ano inteiro, dando fôlego para a administração equilibrar as contas. "Mas está sendo usado para saldar compromissos do passado. A nossa poupança foi consumida", dispara. 

Com isso, Pedrossian Neto explica que o município tem muita dificuldade e terá que cortar despesas. "Será necessário utilizar medidas de austeridades, reduzir gastos com comissionados, e renegociar contratos com fornecedores, além de diminuir gastos com custeio, desperdício, combate a corrupção. Não há outra solução de curto prazo", comentou. 

A médio prazo, o economista ainda relata que o desafio será mover ações para conseguir 'atrair investimentos para o município e  fazer a receita crescer através do crescimento econômico'. 

Dados
Pedrossian Neto afirmou que a atual administração, gerida por Alcides Bernal, do PP, tem repassado para a equipe de transição, dados de relatórios secundários referentes às contas do município. 

"Mas não temos acesso aos dados primários que são os sistemas. As informações que temos são só essas que foram nos repassando, mas o resultado efetivo, a gente só vai saber quando tivermos acesso a esses sistemas de operação de caixa, sistema de contabilidade. Só então saberemos se eles serão condizentes com a realidade", finalizou.

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