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Política

Candidatos ao governo de MS prometem restaurante popular, fortalecer vale renda e universidades

Concorrentes apresentaram poucas novidades para o segmento assistência social; confira propostas:

22 agosto 2018 - 15h10Por Celso Bejarano

Ao menos no setor da assistência social, os candidatos ao governo de Mato Grosso do Sul apresentaram poucas novas propostas, quase todas iguais às já postas em prática por aqui. Vale renda, universidade e bolsa família figuram entre as promessas dos concorrentes, que incluíram nos planos a instalação de restaurantes populares nas cidades maiores.

Humberto Amaducci, o candidato ao governo pelo PT, por exemplo, promete “transformar a política de enfrentamento à pobreza em política de Estado, com recursos orçamentários, articulação entre as políticas públicas numa rede de proteção social que alcance a garantia da proteção social às famílias e pessoas em situação de desproteção social”.

Ele assegura que vai “retomar os programas sociais implementados nos períodos dos governos Zeca do PT, e dos ex-presidentes Lula e Dilma para enfrentar e reduzir a pobreza e a miséria do nosso povo”. Garante ainda que, se eleito, vai “apoiar os municípios na estruturação e implantação de seus Sistemas Municipais de Assistência Social, na gestão do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal – CadÚnico e do Programa Bolsa Família, assim como na organização da Vigilância Socioassistencial”.

João Alfredo Danieze, do PSOL, sustenta que se vencer a eleição vai “fazer da desigualdade social uma política de Estado, com a manutenção e ampliação de todos os programas sociais existentes”.

“A assistência social será prestada a quem dela necessitar”, é outro propósito de João Alfredo, o candidato ao governo do PSOL.

A ideia de Marcelo Bluma, o concorrente do PV, é o de aplicar recursos em entidades que atuam diretamente em projetos assistenciais. “Ampliar o atendimento técnico financeiro para as organizações que prestam serviços de assistência social básica, por intermédio da ampliação dos recursos destinados ao fundo estadual de assistência social”, diz o programa de governo do PV.

“Desenvolver uma sofisticada política de mapeamento, inclusive gerando indicadores estaduais, dos gargalos estruturais no âmbito da assistência social para garantir celeridade e eficácia nas tomadas de decisão do poder público”, é parte da proposta para a assistência social de Marcelo Bluma.

Já o juiz federal aposentado Odilon de Oliveira, o candidato do PDT quer “implantar a Rede Solidariedade com forte ação do Estado através de suas unidades, das unidades municipais e em parceria com as organizações da sociedade civil, ampliando o cumprimento da Lei Federal nº 13019/2014, de modo que elas auxiliem na implementação de políticas sociais nas comunidades em todo o estado”.

Odilon, que pensa em revigorar projetos que amparem os indígenas, assentados e idosos, assegura em seus planos os chamados “Restaurantes Populares, que devem ser implantados em regiões de grande movimentação diária de trabalhadores de baixa renda, formais e/ou informais, como, por exemplo, as áreas centrais das cidades de Campo Grande e Dourados. Além desse público, o programa visa a atender também idosos, desempregados e estudantes”.

O emedebista Oswaldo Mochi Júnior garante que vai ampliar os programas sociais e o desejo é que a ideia beneficie ao menos 100 mil famílias.

Consta ainda no programa para a assistência social do MDB, a “retomada e fortalecimento de programas como Bolsa Alimentar Indígena, Vale Universidade, 13º do Vale Renda e dos programas de qualificação profissional”.

O governador Reinaldo Azambuja, candidato à reeleição pelo PSDB, promete reeditar os programa de sua primeira gestão, no entanto, agora quer “ampliar a oferta qualificada dos serviços socioassistenciais de Proteção Social Básica e Especial, priorizando os territórios de maior vulnerabilidade social, com alto índice de violência, pobreza e desproteção social, incluindo áreas rurais, fronteiras, ribeirinhos e comunidades tradicionais”.

É proposta de Reinaldo também o de “garantir o atendimento regionalizado de Proteção Social Especial de Alta Complexidade, priorizando o atendimento de pessoas com deficiência, idoso, crianças e adolescentes”.