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Política

22/07/2014 07:00

Candidatos ao Governo e Senado fortes elegerão deputados mais próximos

Disputa acirrada

As eleições são como grandes filmes épicos com um cast de grandes atores e uma imensidão de figurantes. Portanto, não se pode contar mais de 30 nomes com potencial para a disputa das 8 cadeiras na Câmara dos Deputados e 70 para a Assembleia Legislativa. Toda a multidão de figurantes são amealhadores de votos para as suas coligações. Estes votos, muitas vezes são o protesto ou voto amigo dos eleitores pouco esclarecidos.

Estes votos auxiliam os mais fortes de cada coligação e vêm de rincões onde estes mais fortes têm forte rejeição, ou nos vácuos que os políticos mais experientes não conseguem atingir, por falta de tempo, ou pelo desconhecimento da região. Os figurantes são os de salário baixo. Terminada a eleição, retomam sua rotina, guardam uma história para contar e usufruem do que conseguirão “economizar”. Outros articulam antes da eleição uma indicação para o enorme cabideiro da administração pública.

Os candidatos de partidos puramente ideológicos como o PSOL e PSTU sairão da disputa com a consciência de terem alimentado e difundido suas ideias, descortinado os erros e abusos do capitalismo, apontado os desvios de caráter e conduta dos demais candidatos. E só.

Papagaios de pirata

A importância das alianças está em acertar o lado vencedor da eleição e ficar o mais próximo possível do candidato ao governo do Estado ou ao Senado melhor posicionados, de maior apelo. Postar-se de papagaio de pirata e conseguir estar no maior número de fotos possíveis.

A foto do “santinho” não basta, a proximidade nos palanques é muito mais importante. Levar o candidato em uma reunião sua, é o auge.

E o aparente imobilismo dos candidatos nessa reta inicial da campanha demonstra uma clara preocupação com a formação da chapa majoritária. Os pesos não estão se ajustando. Já não estavam, ficaram mais desnivelados ainda com a entrada na disputa do ex-prefeito Alcides Bernal (PP), conforme mostram as pesquisas Datamax.

Se Delcídio do Amaral (PT) segue na frente com 46,1% dos votos, seu candidato ao Senado, Ricardo Ayache (PT) patina na saída com 4,9%. Em segundo, graças aos votos da Capital e em visível queda vem Nelsinho Trad (PMDB), com 25,5%, e aqui a coisa inverte porque a força da coligação e a possibilidade de levar candidatos à Câmara e à Assembleia vem da candidata ao Senado, Simone Tebeb (PMDB), que larga com 44,2 amparada no sobrenome e no apoio do governador André Puccinelli (PMDB). Reinaldo Azambuja (PSDB), mesmo sofrendo com o atraso provocado pela decisão de romper uma chapa considerada imbatível que faria com Delcídio, segue em ascensão e emplaca 18,6%, com a margem de erro fica muito próximo da segunda colocação, mas luta sozinho pois seu candidato ao Senado, Antonio João (PSD) não tem fôlego para ir muito além dos 3,6% que lhe dão as pesquisas. Por fim, Evander Vendramini (PP), que pensou muito mais no partido e deixou de lado qualquer vaidade para com os seus 0,8% de intenção de votos compor um partido forte e dar condições de disputa ao candidato ao Senado, Alcides Bernal, que apesar da surpresa causada pela sua candidatura, tem 31,8% de intenção de votos.

2010

A diferença é sentida quando comparado o atual pleito com o de 2010, quando o PMDB reelegeu André Puccinelli e elegeu Moka para o Senado. O rolo compressor conquistou maioria na Assembleia, com 24 dos 28 deputados alinhados com o governo e, também na Câmara dos Deputados, emplacando 6 das 8 vagas.

Como não existe segundo turno para os cargos legislativos, agora é momento de os candidatos com chance de vitória conseguirem se alinhar com o melhor posicionado na majoritária, candidato ao Senado ou ao Governo, e trabalharem por e com eles.

Uma coisa é certa, com o desprestígio crescente dos legisladores, muitos dos atuais deputados correm um sério risco de perderem seus postos, e a renovação deve deixar uma bancada mesclada. Ganha a população, pois sem maioria absoluta e tranquila, os debates serão mais intensos e os projetos melhor elaborados.

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