O TopMídiaNews iniciou rodada de entrevistas com os candidatos ao Senado pelo Mato Grosso do Sul. Os seis candidatos foram questionados sobre propostas e temas espinhosos como aborto, maconha medicinal, cotas, reforma trabalhista, privatizações e ocupações indígenas em MS.
Quatro deles enviaram respostas sanando dúvidas dos eleitores. Os candidatos Tereza Cristina (PP) e Juiz Odilon (PSD) não responderam após mais de uma semana de espera para fechamento do texto.
Uma questão abordada foi sobre o que o candidato (a) pensa a respeito do tema aborto. A pergunta foi: "a legislação atual é viável ou deve ser mudada? Se sim, quais mudanças?"
Questão de saúde pública, planejamento familiar, consulta popular, discussão com a sociedade e regulamentações foram indicadas como maneiras de tratar o tema.
Professor Tiago Botelho- PT
O aborto pé uma questão de saúde pública. Nós temos que chamar especialistas na área, discutir o quanto o SUS gasta com situações de mulheres que acabam cometendo aborto, convocar a sociedade para que seja feita uma grande consulta popular e ver o que a sociedade brasileira pensa a respeito do assunto. Eu entendo que a questão do aborto ela é para além de uma questão pessoal, é também uma questão de saúde pública. E aí nós temos que discutir com a sociedade. Não basta um querer, uma coisa e outro querer outra. Nós precisamos entender o que a sociedade brasileira pensa e como ela quer encarar essa situação. As questões que são legalmente regulamentadas, a respeito do aborto, elas seguem legalmente regulamentadas. As demais questões nós temos que ouvir a sociedade brasileira.
Mandetta –União Brasil
O aborto é a falência da Política de Planejamento Familiar. É mais que uma questão de saúde pública. Na verdade, ela é uma consequência da falta de ensino, de orientação aos adolescentes, de acolhimento e de acesso a medicamentos e métodos contraceptivos. Grande parte da população não têm acesso às informações necessárias. Eu acredito que esse debate deve ser feito no âmbito do Congresso Nacional, mas acho que antes de qualquer coisa, é preciso pensar em Planejamento Familiar.
Anizio Tocchio- Psol
Compartilho com os princípios e os ideias do meu partido, onde coloca que o aborto deve ser regulamentado, a atual legislação deve ser mudada.
O Brasil deveria seguir os modelos implementados no Uruguai, Argentina e México, e outros países que regulamentaram o aborto. É necessário pensar que a não implementação da política e estrutura para a realização do aborto seguro constitui um atentado à vida e à saúde das mulheres no Brasil. Não podemos aceitar que em um país uma menina sofra violência sexual e ainda não é permitida por juiz a abortar ou que uma mulher que tem risco de saúde, sofra porque o médico não quer retirar o feto.
Jefferson Bezerra - Agir
Acredito que em casos de estupro de vulneráveis, em especial crianças, o tema dever melhor discutido pelas autoridades especialistas, ou seja, os conselhos tutelares do MS e sociedade, aí sim elaboraremos mudanças. Uma que apresentarei é a de que jovens a partir dos 15 anos possam serem aprendizes em empresas e instituições brasileiras como estagiários remunerados.







