No dia 08 de julho, o portal de notícias TopMídia News lançou a seguinte pergunta aos internautas: A definição dos candidatos a vice-governador e senador influencia na sua opção de voto para o Governo? A amostra, sem valor científico, apontou as seguintes porcentagens:
15 % O vice-governador influencia meu voto
24 % O senador influencia meu voto
18 % Ambos influenciam meu voto
44 % Nenhum dos dois influenciam o meu voto para o Governo de MS
Apesar de quase metade (44%) dos internautas que votaram na enquete declararem que nem candidato ao Senado, nem a vice das chapas para o Governo influenciam os votos para governador, há de se levar em consideração que 24% (segundo maior percentual de votos) afirmou que os candidatos a senador influenciam os votos na majoritária para o Governo.
Perfis
Status quo – Simone Tebet (PMDB) vem costurando seu nome ao Senado antes mesmo do impasse sobre a então possível candidatura de André Puccinelli ao mesmo cargo. O dia do “fico no Governo até acabar o mandato” de Puccinelli, que aconteceu no início do mês de abril (4), possibilitou a desobstrução do caminho para que Simone fortalecesse sua pré-candidatura.
Filha de Ramez Tebet, senador da República entre 1995 e 2006 (ano de sua morte), peemedebista inexorável, traçou o primeiro viés da vida política de Simone em 2002, eleita na ocasião deputada estadual com 25.250 votos. Em 2004 foi a primeira prefeita mulher de Três Lagoas, tradicional reduto político dos Tebet, já com vistas ao Senado Federal no futuro.
Simone lidera as primeiras intenções de voto no estado e tem forte peso no partido. Talvez seja a candidata mais importante pelo PMDB de Mato Grosso do Sul, já que o candidato principal, Nelsinho Trad, ainda patina entre declarações polêmicas, correligionários dissidentes e apoio pífio de outros partidos nanicos na coligação.
Susto - Já Alcides Bernal, candidato pelo PP (Partido Progressista) abalou as estruturas do cenário político para o Senado. Prefeito da Capital cassado no dia 12 de março deste ano, Bernal travou uma luta de liminares na Justiça para voltar ao cargo na Prefeitura de Campo Grande.
Contrariando as “forças ocultas”, como havia declarado anteriormente, Bernal conseguiu permanecer por 9 horas como prefeito no dia 15 de maio, mas teve liminar revogada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. No dia 30 de junho, Bernal confirmou sua candidatura ao Senado, já que não teria perdido os direitos políticos após a cassação de seu mandato.
Enquanto os dois recursos de Bernal contra a cassação de seu mandato ainda tramitam na Justiça Federal, a via crucis do progressista é provar nas urnas que sofreu injustiça. Analistas de outras candidaturas já começam a quebrar a cabeça em torno do peso da presença de Bernal nestas eleições e qual será o impacto nas demais majoritárias – sobretudo a quantidade de votos que obterá nestas eleições.
Seu eleitorado, ainda que ressalte a força da "chapa pura", claramente apóia a candidatura ao governo de Delcídio do Amaral, deixando a clara impressão de que o nome escolhido para o governo, Evander Vendramini, não tem a força necessária para vencer as eleições.
Outros – A escolha de Ricardo Ayache na majoritária do PT se deu contra a vontade do candidato ao governo Delcídio do Amaral, mas contemplou o outro PT, ligado ao ex-governador Zeca do PT. Ainda que caracterize a chapa como a mais pura politicamente falando, ganha votos no interior, mas o candidato Ayache parece não ter fôlego suficiente para confrontar o peso do nome Tebet e do PMDB. Deve influir positivamente graças ao poder de mobilização da militância petista, mas caso vença, será uma surpresa.
Antonio João, dono do PSD e de alguns poucos vereadores espalhados pelo estado, não tem bagagem política e lhe resta a possiblidade de ligar seu nome à empresa da qual é diretor e edita o jornal mais antigo, Correio do Estado. Ex-suplente do senador Delcídio do Amaral, é atualmente um de seus maiores críticos. É a parte mais fraca em uma chapa fraca e tende a prejudicar ainda mais a candidatura de Reinaldo Azambuja.
PSTU e PSOL - São partidos que participam da eleição ainda sem nenhuma possibilidade de conquistar votos suficientes para a vitória ou que tirem votos de outras candidaturas. São legendas e candidatos ideológicos, sem peso eleitoral.







