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Candidatos defendem maior verba para a cultura, menos burocracia e atenção aos artistas da Capital

Debate aconteceu na noite desta quarta-feira e reuniu 11 dos 15 concorrentes à prefeitura da cidade

21 SET 2016
Thiago de Souza e Amanda Amaral
21h01min

11 dos 15 candidatos a prefeito de Campo Grande debateram suas propostas para a cultura da Capital, na noite desta quarta-feira, na sede do Grupo Teatral Grupo de Risco, no Jardim dos Estados, em Campo Grande. O evento é organizado pelo Fórum de Cultura de Campo Grande. Os "prefeitáveis" destacaram a necessidade da desburocratização, investimento de 1% do orçamento no setor, atenção maior aos agentes culturais e compromisso em cumprir os promessas firmadas em campanha.  

Estiveram presentes Suel Ferranti (PSTU); Alcides Bernal (PP); Adalton Garcia ( PRTB); Aroldo Figueiró (PTN); Rosana Santos (PSOL); Alex do PT (PT); Athayde Neri (PPS); Marquinhos Trad (PSD). Alguns candidatos enviaram seus vices para representá-los, é o caso de Cláudio Mendonça (PR), em nome de Rose Modesto, Fábio Lechuga (Rede) no lugar de Marcelo Bluma e Márcia Mega representando Lauro Davi. 

Eles responderam cinco perguntas pré-formuladas por membros do Fórum e tiveram direito a três minutos para responder as questões: 

Campo Grande foi o primeiro município do Brasil a criar o Plano municipal de Cultura, como sua gestão pretende implantá-lo? 2 - Uma das bandeiras da cultura é o investimento mínimo de 1% do orçamento na Cultura, como sua gestão vai gerir esses recursos? 3 - Levando em consideração que o Estado é laico e prevê a liberdade religiosa, como seu governo vai tratar o investimento em eventos religiosos e lidar coma diversidade? 4 - Tendo em vista os espaços públicos e praças ociosos, como sua gestão pretende realizar a ocupação dos espaços públicos? 5 - Considerando a especificidade da a cultura em comparação as outras pastas, quais os critérios para escolha do presidente da Fundação de Cultura do Município?  


(candidatos responderam perguntas sobre a cultura em Campo Grande - Foto: Andre Abreu/TopmidiaMS)

O candidato Alcides Bernal (PP) falou sobre os feitos de sua administração na área da cultura, onde citou o foco de sua gestão em aumentar os repasses para a área e a assinatura da lei que destina 1% do orçamento para a pasta, um grupo protestou e foi retirado da plateia. 

Sobre o pioneirismo da Capital em criar o Plano Municipal de Cultura, Suel Ferranti disse que o dinheiro a ser investido em cultura é o que é usado hoje para pagar a dívida dos municípios aos bancos. 

Lechuga apontou falta de sensibilidade para entender a cultura, mas que seu partido e o PV estão cientes do que deve ser feito. Bernal disse que sempre se pautou nos planos, mas admitiu falhas, entre elas a de ocupar espaços públicos, mas também atribuiu a falta de pagamento dos editais às administrações anteriores. A pastora Marcia Mega

Rosana Santos defendeu a desburocratização e atenção aos produtores culturais da cidade. Cláudio citou que a cultura deve receber o 1% do orçamento e  deve ser vista como uma área para o desenvolvimento da economia, visto o número de desempregados. 

Alex do PT aponta que os planos devem ser cumpridos e vistos como compromissos prévios da prefeitura, mas tem de ser atualizados. Márcia Mega diz que é preciso colocar as pessoas certas no lugar certo, junto à população, à comunidade e a quem vive a realidade da cultura.

Garcia apontou a necessidade de fazer novos projetos para implementar o uso real do plano e do sistema e ampliar a lei, para ter mais elementos para se trabalhar a cultura. E o candidato Aroldo Figueiró vê como prioridade a quebra da atual estrutura, que estão nas mãos de quem não traz muita coisa boa. 

O candidato Athayde Neri afirmou ter tranquilidade para falar do plano, pois ajudou a construí-lo e defendeu que a cultura é um direito social. Para ele as metas e diretrizes do plano tem que ser recuperadas através da criação de uma comissão para fiscalizar as ações da cultura. 

Pelo PSD, Marquinhos Trad disse que o plano tem de ser revisto em 2020, pois foi feito em 2010, e enfatizou que falta vontade política para cumprir o que foi determinado.  

 

 

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