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Política

06/08/2014 07:00

Candidatos representam ‘o mesmo’ e eleitores parecem desmotivados

Sem brilho

As redes sociais são pródigas em nos mostrar uma pesquisa de intenção de votos no dia a dia. Se já está infestada de propaganda política da maioria dos candidatos, seja pelas suas próprias páginas, seja pelas páginas de seguidores e cabos sociais, também apresenta a real opinião do eleitor comum. E, ao que se pode acompanhar é a desmotivação gerada, não pelos candidatos, mas pelas composições políticas.

As candidaturas, ainda que consideradas naturais dentro dos partidos que compõem, formam uma intrigante mistura de água e óleo quando observadas as alianças.

Um exemplo claro são as montagens de chapa que surgem naturalmente, como se pode notar, especificamente, entre os eleitores do ex-prefeito e candidato ao Senado, Alcides Bernal (PP), que trás uma intrigante chapa que une ao candidato o apoio a Delcídio do Amaral (PT) para o governo do Estado. Claramente não acreditam na vitória de Evander Vendramini (PP) e Virgínia Magrini (PP), candidatos ao governo e vice-governadora, respectivamente.

Ainda aqui, exceto as chapas dos candidatos “puristas e ideológicos” – PSTU e PSOL –, os pretensos eleitores de Delcídio do Amaral não engolem seu candidato a vice-governador, o experiente (ou raposa) Londres Machado (PR) – que não tem cor partidária, mas é um camaleão capaz de assumir as cores do poder do momento, qualquer cor ele tenha. Também demonstram infidelidade na opção pelo candidato ao Senado, pouco apostando no candidato ao Senado da coligação, Ricardo Ayache – ainda que ele seja do mesmo partido, PT.

Nelsinho Trad (PMDB), talvez por não acreditar em sua própria vitória, ou apenas para arrebanhar os votos evangélicos numa desesperada tentativa final de virar o jogo, buscou na pastora Janete Moraes (PSB) não uma vice-governadora, mas uma tábua de salvação. Se conseguir fazer o eleitor esquecer que, em caso de afastamento do titular por qualquer motivo, o cargo será assumido pelo vice, talvez atraia para si estes votos tanto evangélicos como de porção dos de Dourados, segundo maior colégio eleitoral do estado. Levando-se em consideração o número de ações judiciais às quais responde, essa possibilidade não pode ser descartada. Nesse caso teríamos a repetição dos casos recentes de Dourados e, ainda mais recente, de Campo Grande.

No caso do PMDB, o sentimento é inverso, e os eleitores de Simone Tebet (PMDB) é que buscam um candidato ao governo fora da coligação, ainda que ambos pertençam ao mesmo partido e, dentro desse, a PMDBs diferentes. É bom e lembrar que a insistência de Nelsinho, que levou a maior parcela da legenda a indicá-lo a disputar o cargo,  não rachou apenas seu partido, mas provocou rupturas também entre os socialistas.

Os tucanos, se acertaram no projeto de longo prazo – Pensando MS –, erraram na ansiedade de haver divulgado amplamente uma dobradinha com Delcídio do Amaral, que acabou não se confirmando. Em pequeno espaço de tempo inverteram o discurso do “ele é o melhor”, para “ele tem que explicar as denúncias da Petrobras”. Convencer o eleitor de que houve algo mais do que a expressa proibição da executiva nacional na composição da aliança é o trabalho a ser desenvolvido ao mesmo tempo em que se apresentam projetos. A vice-governadora Rose Modesto (PT), ainda que some enquanto, ao mesmo tempo reforça a candidatura à Assembleia, do irmão, Professor Rinaldo Modesto, evitou um maior, que seria aceitar a imposição da candidatura do vereador Elizeu Dionízio (agora SD) que, junto com o candidato ao senado Antonio João (PSD) formaria uma coligação próxima do Ornitorrinco, um animal extremamente exótico que apresenta características que lembram aves e répteis.

Bebendo na fonte do jornalista José Tolentino: “A democracia pressupõe alternância de poder. Até porque, o poder naturalmente desgasta e sempre é salutar um novo administrador público, com outra visão e com um novo ‘gás’. Assim sendo, o bom político deve saber exercer o poder, mas tem que ter desprendimento e coragem para fazer oposição.

 

O Brasil, lamentavelmente, está infestado de politiqueiros (...) sempre atrelados e unidos umbilicalmente a quem está à frente da administração pública. (...) Na atual campanha, os principais candidatos ao governo, fingem estarem disputando a eleição, quando na realidade são todos ‘farinha do mesmo saco’.”

 

E assim se apresentam as nossas claras e presentes fontes de pesquisas pelas redes sociais. Ainda temos candidaturas impostas aos eleitores que têm o “Dever” de votar, nunca o “Direito”. São obrigados a isso. Portanto valem mais os conchavos e os negócios por tempo de propaganda político-partidária, por financiamento de candidatura. A Democracia? Ah, a Democracia, a forma de governo em que a soberania é exercida pelo povo, é apenas um detalhe.

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