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sábado, 31 de outubro de 2020
Política

Bernal continua no cargo e CP pode não sair do papel

Novela Política

22 janeiro 2014 - 07h00Por Marcelo Villalba

No jogo do poder sempre tem os especuladores que acabam falando demais sobre determinado lado partidário. Após a queda de um dos maiores partidos dominantes no Estado, assumiu a prefeitura o que o povo rotulou como mudança popular.

E diante disso a prefeitura vem tentando administrar a cidade.  Alcides Bernal (PP) travou uma longa batalha com vereadores oposicionistas, inúmeras propostas ficaram barradas pelo chefe do executivo no inicio de seu mandato, o que acabou levando alguns vereadores a lançarem um olhar mais cerrado na administração.

Além disso, o vice-prefeito Gilmar Olarte (PP) foi afastado da prefeitura sobe suspeita de traição.

Bernal demorou a formar sua equipe de secretários, causando ainda mais euforia dentro do meio político e levantando a duvida sobre se o voto dado pela população foi correto ou não, as opiniões ficaram divididas e Campo Grande freou seu crescimento. Algumas obras centrais e outras em alguns bairros tiveram que ser suspensas para a reavaliação do chefe administrativo.

Os vereadores percebendo a falta de cuidado com algumas partes e alegando alguns erros dos secretários administrativos, começaram a pedir mais explicações. A CPI do Calote, não rendeu frutos e acabou esquecida, logo veio a Comissão Processante que até o fim de dezembro tumultuou o plenário da Casa de Leis.

Bernal foi convocado para comparecer no dia 26 de dezembro às 8horas para prestar sua última defesa, mas antes mesmo de terminar a leitura do relatório a sessão ficou suspensa por mais de seis horas.

Uma guerra de liminares foi travada para impedir que Bernal fosse cassado. E a população vendo quanto descaso em meios as turbulências das chuvas, inundações e a cidade desacelerada.

E a novela entre a suspeita de fraude nos contratos abertos emergencialmente feito na gestão de Bernal, permanece na berlinda. A  1ª Câmara Civil do TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul)  informou ontem que mantêm suspensa a Comissão Processante.

A suspensão é a mesma que ocorreu no dia 26 de dezembro, proferida pelo vice-presidente do TJMS, João Batista da Costa Marques.  Segundo a Câmara houve um agravo regimental, que deverá ser julgado pela 1ª Câmara Cívil, na sentença dada pelo desembargador.

Decisão - A assessoria de imprensa do TJ/MS publicou oficialmente ontem a tarde, o motivo pelo qual os dois desembargadores foram favoráveis ao posicionamento do prefeito. A instituição deu ênfase em um dos argumentos de Bernal no processo. "O tempo que lhe for subtraído do mandato que o povo lhe conferiu, jamais será compensado", consta nos autos.

Desentendimentos

 

E quanto a isso o vice-prefeito que alega sofrer acusações da parte do prefeito, por traições, continua afastado.  Jogou no ventilador que a nacional o PP estaria muito preocupado com a administração de Bernal.

Outro envolvido em desavenças com o prefeito é o vereador Chocolate, que responde por traição ao partido. Chocolate votou para abertura da Comissão Processante, mas alegou que não é contra o partido. “Se o prefeito não deve, era merecimento do povo ouvir o esclarecimento sobre os contratos. Por isso que votei para abertura da CP”, argumentou.

Aliados

O fato é que a novela política se estende, uma troca de partidos tomou conta de Campo Grande, o que era do PSDB ficou sem partido e o que era do PP esta em cima do muro.

Se a tal sonhada CP, ir para votação, Bernal precisará ter dez votos a seu favor. Hoje de acordo com Pedro Chaves, os aliados do prefeito são: Edson Shimabukuro (PTB), Airton do PT, Cazuza (PP), Paulo Pedra (PDT), Gilmar da Cruz (PRB) e o Carlão (PSB). Não podendo deixar de lado o batalhão de elite, comandado pelo Alex do PT, Zeca do PT e  Luiza Ribeiro (PPS).

Faltando apenas um voto que iria tirar da mira dos vereadores a cabeça do prefeito Alcides Bernal.O vereador Alceu Bueno é cotado como um dos votos que faltaria para fechar o escalão da base, já que Jamal declarou que prefere seguir independente na Câmara.

Enquanto isso Campo Grande fica freada, gerando a terceira espécie de mosquito da dengue em obras paradas da antiga e nova gestão.

(Matéria editada para acréscimo de informações às 10h00) 

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