O feriado prolongado do Carnaval travou as articulações dos vereadores da oposição para conseguirem os dois votos que faltam para a abertura da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) dos Tapa-Buracos na Câmara Municipal de Campo Grande. Os parlamentares aproveitaram o recesso para relaxarem e deixaram de lado, por alguns dias, a discussão que ganhou até repercussão nacional.
A reportagem ligou, nesta segunda-feira (18), para o vereador Paulo Pedra, do PDT, autor do requerimento para abertura de investigação na Casa, que já tem oito assinaturas. Ele informou que viajou no feriado e não teve tempo para conversar com os demais parlamentares. "Eu viajei neste feriado, continuamos com as oito assinaturas e as conversas só devem ser retomadas a partir de amanhã".
Os parlamentares precisam mais duas assinaturas para que a Comissão Parlamentar de Inquérito seja aberta na Casa de Leis. Os vereadores que já assinaram o requerimento são: além de Paulo Pedra, Luiza Ribeiro, do PPS; Thais Helena, Marcos Alex e Ayrton Araújo, todos do PT, Derly dos Reis de Oliveira, o Cazuza, do PP, que tem forte ligações o ex-prefeito cassado Alcides Bernal; Chiquinho Telles, do PSD, e José Chadid, sem partido.
Este dois últimos parlamentares aderiram a oposição após os vereadores da situação vetarem quatro requerimentos na semana passada, sendo três de Luiza Ribeiro e um de Thais Helena, que blindaram empresas de tapa-buraco de enviarem informações sobre os serviços prestados.
Entre as empresas estavam a Selco Engenharia Ltda., pivô do escândalo e que teve o contrato suspenso pela prefeitura após operários terem sido flagrados em vídeo tampando buracos fantasmas. A empresa mantinha contrato anual de R$ 5,918 milhões com a prefeitura.
Possíveis nomes - Os demais pares que podem engrossar o coro para a abertura da CPI está Eduardo Romero e Otávio Trad, do PT do B, partido que apesar de estar na base vem mantendo a linha oposicionista dentro da Casa de Leis contra o prefeito progressista Gilmar Olarte.
Há inda Carlos Augusto, o Carlão do PSB, e Paulo Siufi, do PMDB, que apensar de ser flagrado afirmando que pediria o impeachment de Olarte em áudio, não descartou a possibilidade de assinar o requerimento mesmo corrigindo as 'arestas' e sendo atendido pelo prefeito em reunião de emergência pós escândalo.
Todas as conversas só deverão ser retomadas a partir desta quinta-feira (19), último dia de trabalho no Legislativo nesta semana.







