Vereador Ronilço Guerreiro (Podemos) defendeu diálogo entre moradores, feirantes e poder público para regulamentar as feiras culturais de Campo Grande. Embora o parlamentar não tenha citado, a intervenção policial na feira da rua Bom Pastor motivou a reflexão.
Guerreiro avalia que as feiras são fundamentais para a economia criativa, geração de renda e ocupação positiva dos espaços públicos.
''Mas precisam de regras claras para evitar conflitos e garantir o bem-estar de todos'', defendeu.
Ainda na visão do vereador, a regulamentação assegura direitos, organiza o funcionamento das feiras e melhora a convivência com a vizinhança. Reafirmou seu compromisso com os feirantes, ressaltando a falta de infraestrutura básica, como banheiros, e a necessidade de condições dignas de trabalho.
No texto, Ronilço relembrou que é autor de projeto de lei que cria uma associação de feirantes culturais e está em tramitação na Casa de Leis. A previsão de votação é para 2026. Defendeu investimentos em infraestrutura e segurança, inclusive por meio de emendas parlamentares, e a ampliação das feiras, como a proposta para a Orla Ferroviária.
''Campo Grande tem grande potencial para fortalecer o setor com diálogo, respeito aos moradores e valorização da economia criativa'', concluiu a reflexão.
Bom Pastor
Na noite de sábado (13) organizadores e profissionais da feira de negócios ‘’Mixturô’’ foram surpreendidos por uma batida policial, na Praça do Peixe, na Rua Bom Pastor. O gerador que fornece energia foi desligado, assim como a música do evento e de outros bares próximos.
A investida policial foi motivada pela denúncia de um morador em frente à praça. Ele reclamou que o barulho da música prejudica a qualidade de vida dele, embora a moradia fique bem distante da fonte sonora.
Já os feirantes alegam que o homem fez ameaças, usou termos grosseiros contra mulheres e é indisposto a conversar.







