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CCJC empurra para semana que vem votação de parecer da reforma da Previdência

Fábio Trad havia previsto esse desfecho: opositores foram para o vale-tudo e retardaram a aprovação

17 ABR 2019
Celso Bejarano, de Brasília
12h38min

Deu o que já era previsto: a CCJC (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania), suspendeu a audiência que havia começado por volta das 10h (horário de Mato Grosso do Sul) desta quarta-feira (17) e adiou a discussão, que durou em torno de 2h30 minutos, para a semana que vem.

Meia hora antes, o deputado federal sul-mato-grossense Fábio Trad (PSD), membro titular do colegiado, havia cravado um palpite ao TopMidiaNews: "o clima está tenso, dificilmente vamos votar o relatório hoje, espero estar errado. Os opositores da reforma estão dispostos a um vale tudo, para impedir a votação da CCJC”, afirmou o deputado federal sul-mato-grossense Fábio Trad, do PSD, titular do colegiado.

A reforma da Previdência tem sido discutida na CCJ já três semanas e seus integrantes ainda não chegaram a um consenso. O relatório da proposta já foi definido pela comissão, resta agora, ser votada e encaminhada para o plenário da Câmara dos Deputados.

Apoiadores do principal defensor da ideia, o presidente Jair Bolsonaro, acreditavam que o relatório da proposta fosse aprovado nesta quarta, um equívoco.

“A oposição à reforma está montando uma estratégia psicológica para tumultuar os trabalhos e instabilizar o clima emocional da maioria dos parlamentares que querem decidir. Se é a favor ou contra é consequência natural do processo democrático”, afirmou Fábio Trad.

CRÍTICAS

Prosseguiu o parlamentar: “é [debate adiado] um precedente perigoso porque da mesma forma que um lado age assim, amanhã um outro pode fazê-lo [pedir adiamento] e isso pode comprometer o ambiente de trabalho. Compromete o processo de normalidade democrática que tem que prevalecer. Numa casa em que o verbo que se julga é parlar, parlamentar, parlar, portanto, falar, debater e votar. Não querem que vote. Existem instrumentos legítimos para impedir a votação, são os obstáculos regimentais, não estes de pressionar fisicamente o presidente da CCJ”.

Fábio Trad concluiu seu raciocínio criticandodo os governos passados, como o PT dos ex-presidentes Lula e Dilma: “o próprio PT reconhece que a Previdência não está bem, mas defende outra proposta. Por que não fizeram isso quando estiveram à frente do governo? Até porque já tinham condições de antecipar o problema pelos números e pelo caráter crescente deste déficit”.

 

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